Política
por Anderson Ramos
Publicado em 01/04/2026, às 13h39
O deputado estadual e presidente do PRD na Bahia, Marcinho Oliveira, se pronunciou após ter sido alvo de mandados de busca e apreensão de uma operação deflagrada pela Polícia Federal, juntamente com a Controladoria Geral da União, na manhã desta quarta-feira (1º).
Fontes ligadas à reportagem apontam que o político é suspeito de desvio de verbas públicas decorrentes de contratos de locação de veículos no município de Serrinha, além de crime de fraude à licitação, lavagem de capitais e organização criminosa.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, Marcinho disse que foi surpreendido pela ação da PF e negou envolvimento nas irregularidades apontadas na investigação.
“Reforço que nunca exerci cargo público nem tive função de gestão no município de Serrinha, não tendo qualquer participação na condução desses contratos. Os fatos mencionados são de 2017, período em que atuava na iniciativa privada, e não têm qualquer relação com o meu mandato parlamentar”, afirmou.
Na postagem, ele classificou que a ação é uma evidente “perseguição política”. “Registro ainda que isso ocorre em um momento em que nosso partido cresce em toda a Bahia, e a perseguição política é evidente. Sigo com a consciência tranquila, fé em Deus e confiança de que a verdade será esclarecida. Seguirei trabalhando com compromisso pelo povo baiano”, afirmou.
Marcinho deixou o União Brasil em setembro do ano passado e se filiou ao Partido Renovação Democrática (PRD). A operação aconteceu dias após o deputado ter sido apontado como um possível nome a ser indicado para a vice da chapa encabeçada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT). No entanto, em contato com o BNews, o próprio deputado negou o interesse.
Veja o pronunciamento:
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POSICIONAMENTO DA ALBA
Em nota, a Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) também se manifestou sobre a operação e disse que a “medida foi executada de forma regular, tendo sido assegurado o pleno acesso dos agentes públicos às dependências da Casa, nos termos da decisão judicial” e que “a investigação em curso não se confunde com as atividades institucionais do Parlamento”.
Veja o comunicado na íntegra:
A Assembleia Legislativa do Estado da Bahia informa que, na manhã desta data, agentes da Polícia Federal estiveram em suas dependências para o cumprimento de ordem judicial de busca e apreensão no gabinete de um deputado estadual.
A medida foi executada de forma regular, tendo sido assegurado o pleno acesso dos agentes públicos às dependências da Casa, nos termos da decisão judicial.
A Assembleia Legislativa ressalta que a investigação em curso não se confunde com as atividades institucionais do Parlamento, reafirmando seu compromisso com os princípios constitucionais da legalidade, da transparência e da governança pública.
A Casa reitera, ainda, que mantém postura de absoluta colaboração com as autoridades competentes, não criando qualquer embaraço ao exercício das funções do Poder Judiciário, do Ministério Público e das instituições policiais.
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