Política
por Héber Araújo e Yuri Pastori
Publicado em 12/06/2026, às 09h36 - Atualizado às 09h42
A ex-vereadora de Salvador e ex-presidente da Funarte, Maria Marighella (PT), destacou a necessidade de a democracia enfrentar o bolsonarismo. Segundo ela, há uma "relação muito próxima e umbilical entre a extrema-direita brasileira, traduzida pelo bolsonarismo, com a brutalidade, a violência e a milícia".
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"A política brasileira não pode ser um marco que protege o crime, nem pode ser um marco que dá abrigo ao crime", afirmou a pré-candidata a deputada federal.
Mariguella celebrou a vinda do ex-presidente da Embratur Marcelo Freixo à Salvador. para lançar o seu livro. Um dia antes o político participou do ato de lançamento da pré-candidatura da ex-vereadora. Ela reforçou que Freixo "sempre foi um aliado desde 2020", desde a primeira vez em que ela se lançou.
A petista declarou que recebe o momento como um "abraço", um "reconhecimento", e que se soma a uma "imensa constelação de pessoas da política que estão na política para enfrentar a extrema-direita, proteger a democracia e defender a soberania brasileira" e define Marcelo como "um amigo, companheiro, mas, sobretudo, um personagem essencial da política".
Flávio na Bahia
Mariguella minimizou a passagem do senador e pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) pela Bahia. "Eles sabem que a Bahia deu a votação mais expressiva do presidente Lula e é óbvio que a Bahia é um ambiente que precisa ser lido por qualquer campo político. A Bahia tem nuances muito próprias, muito singulares e imagino que esteja no radar deles alguma presença e incidência", disse.
Ela defendeu a exposição da aliança entre o pré-candidato da oposição com o projeto bolsonarista. "Nós temos, ao contrário, que expor a aliança com o candidato da oposição com esse projeto bolsonarista...Uma coisa é o contraditório na política, uma coisa é a oposição, uma coisa é a diversidade de agendas dentro da política...", acrescentou.
A ex-vereadora destacou a importância de combater práticas violentas. "Aquilo que precisa ser derrotado é a brutalidade, o autoritaritarismo. Então acho que tem uma nuance que precisa ser exposta. O bolsonarismo como prática de uma ação violenta e de violência à democracia, essa precisa ser extinta", finalizou.
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