Política

Mário Negromonte Jr prega cautela no debate sobre federação PP-União Brasil

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Negromonte Jr. revela que tem conversas com deputados sobre a federação, mas enfatiza a importância de esperar o momento certo para decisões.  |   Bnews - Divulgação Leonardo Santana / Bnews
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 28/03/2025, às 12h58 - Atualizado às 12h58



O presidente do PP na Bahia, o deputado federal Mário Negromonte Júnior, tratou minimizar as movimentações de uma ala do partido, que planeja deixar a legenda caso a federação com o União Brasil se concretize.

Em conversa com a imprensa durante a posse da Diretoria Executiva da União dos Municípios da Bahia (UPB) e da Federação dos Consórcios Públicos do Estado da Bahia, o deputado vê com naturalidade a movimentação dos correligionários. No entanto, as conversas não avançaram por conta da viagem de líderes partidários à Ásia, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Eu sei que com o advento da federação, com a possibilidade de acontecer a federação, as peças que estão no jogo se movimentam. É natural que o partido entre em contato com os deputados. É normal, natural, mas tem muita coisa para acontecer. Essa semana foi uma semana que ficou de stand by porque os líderes foram para o Japão e não se comentou nada sobre articulações políticas essa semana em Brasília”, disse.

“Eu não sei como é que isso vai se comportar com os acontecimentos que ocorreram no país. Eu não sei, sinceramente, se isso vai se concretizar e se vai se concretizar no próximo ano. Está muito ainda no compasso de espera. Vamos aguardar para poder tomar qualquer decisão, mas obviamente que cada deputado e membros do partido estão se movimentando, estão querendo saber como é que vai ficar, mas eu tenho procurado até passar muita tranquilidade, porque para tudo na vida, até para política, você tem que escolher a hora certa para tomar a decisão certa”, emendou.

Entre os defensores da aproximação do PP com o União Brasil estão o deputado federal João Leão e Cacá Leão. Negromonte Jr revelou que já teve conversas com ambos para conversar sobre a federação.

“Eu estive com o Leão essa semana, estive conversando com o Cacá também. Uma relação excelente com eles, sempre de respeito, de carinho. Eu não sou exatamente contra a federação com quem quer que seja. Lógico que ficou muito claro, a maioria dos nossos prefeitos, hoje estão dentro da base do governador Jerônimo, deputados estaduais fazendo parte da base. Mas todo mundo sabe, na Bahia, da relação de Cacá e de [João] Leão com Bruno Reis, que é uma pessoa que tem tratado ele muito bem. Eu respeito muito isso. Essa é a relação que a gente tem, que construiu de anos, de muito respeito”, revelou.

Apesar das movimentações, o presidente do PP na Bahia pregou cautela na tomada de decisão, especialmente por conta da relação que sua família tem com o partido. O pai do parlamentar, o ex-deputado e atual conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios do Estado da Bahia (TCM), Mário Negromonte, também comandou o Progressistas no Estado.

“Eu tenho uma relação com o partido profundo, vindo de meu pai, que foi o precursor do partido, foi quando ele foi presidente que o partido começou a crescer. Depois veio o João Leão, entrou no partido, outros entraram. Mas eu tenho esse legado da minha família também. Tem um legado da minha família que eu tenho que zelar”, destacou.

“Lógico que a gente está no modo sobrevivência, e a verdade é essa, porque o partido dividido fica assim. Por mais que a maioria esteja meio que decidida em relação a ficar, a tomar partido, de como está hoje, por exemplo, os estaduais e os prefeitos. Mas vamos aguardar, eu tenho muita paciência e resiliência para poder tomar a decisão na hora certa”, defendeu.

Mário Negromonte Jr ainda apresentou uma alternativa para a federação. Para o parlamentar, uma coligação seria mais viável por decisões federais não interferirem em posições nos Estados.

“Eu, em primeiro lugar, sou a favor da volta da coligação, porque, na coligação, você toma uma decisão nacional e as decisões do Estado não têm interferência, ou seja, a estadual pode seguir com quem quiser aqui, mesmo com a coligação nacional. Com a federação, ela ingressa, com isso você tira a autonomia de se coligar com quem é melhor o partido. Não é contra exatamente um partido A, partido B, partido C ou pessoas. A gente está aqui falando de projetos”, avaliou.

Classificação Indicativa: Livre

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