Política

Marta Rodrigues reage após sugerir homenagem para profissionais do sexo; veja o que ela disse

Devid Santana / BNews
Marta Rodrigues enfatiza que a proposta visa acolher e respeitar as profissionais do sexo, que também são mães e merecem dignidade em seus serviços.  |   Bnews - Divulgação Devid Santana / BNews

Publicado em 29/05/2025, às 10h08 - Atualizado às 16h22   Yuri Pastori e Daniel Serrano



A vereadora de Salvador, Marta Rodrigues (PT), rebateu as críticas feitas por políticos bolsonaristas a um projeto de lei apresentado por ela em 2022 na Câmara Municipal de Salvador que prevê a criação do Dia Municipal da Visibilidade das Profissionais do Sexo.

Em conversa com a imprensa durante a assinatura dos assina decretos para regulamentar os programas ‘CNH da Gente’ e ‘CNH na Escola’, feito pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), a Marta lembrou que na CMS há uma lei que proíbe os vereadores de criar uma data em homenagem a uma categoria antes da realização de uma audiência pública ou uma escuta via internet para ouvir representantes da profissão e a sociedade para tirar suas dúvidas.   

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Google News Bnews

“Esse projeto não é de agora, foi de 2022 para você ver como a capacidade que tem de requentar a pauta de quem não tem assunto e acaba trazendo isso. A associação da prostituta, a APROSBA, são diversas mulheres comprometidas e aguerridas que nos procuraram em 2021. Nós fizemos um bom debate, tem que fazer uma audiência antes de você mandar um projeto para criar o dia e nós fizemos todo esse trâmite e em 2022 nós protocolamos o projeto, que está na CCJ, não saiu da CCJ”, disse.

“Teve um deputado, que não gosto de citar nome, que tem uma pauta conservadora e foi trazer isso aí. Isso é ruim e ainda vem de forma machista dizendo que a irmã como se eu não tivesse nenhuma história de luta. Sou vereadora de quarto mandato. Então eu tenho uma história nessa cidade e eu acompanho essa cidade todos os movimentos”, emendou.

A vereadora disse ainda que decidiu apresentar a proposta depois de uma decisão do Ministério do Trabalho de 2002, que reconhece a profissão da profissional do sexo.

“Então, se o Ministério do Trabalho reconheceu e elas pediram para que nós encaminhássemos o projeto de lei com o dia, porque quando tem o dia é para garantir que no serviço de saúde seja escutada, seja ouvida, seja respeitada em todos os espaços e quando o dia tenha sancionado, e publicado que é o dia 2 de junho nós estamos pertinho. Por isso que reacendeu”, declarou.

“Essa categoria merece respeito. São mães também, que estão ali e merecem que a gente também as acolha. É isso que nós também, no dia a dia, produzimos naquela casa, são espaços como esse”, acrescentou.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)