Política

Médica que pediu para suspender alta de petistas durante as eleições é afastada do cargo

Bnews - Divulgação Reprodução | Instagram | @fabriciorosa
A médica Marcella Segato de Sousa Melo foi afastada após sugerir que colegas não dessem alta a pacientes durante o fim de semana das eleições.  |   Bnews - Divulgação Bnews - Divulgação Reprodução | Instagram | @fabriciorosa
Samuel de Jesus

por Samuel de Jesus

Publicado em 07/10/2026, às 08h45



Marcella Segato de Sousa foi afastada do cargo de médica após enviar uma mensagem em um grupo de WhatsApp pedindo que colegas não dessem alta a pacientes durante o fim de semana das eleições, realizadas no dia 4 de outubro. Na mensagem, ela justificou a orientação afirmando que “a maioria é petista”.

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Quem estiver na enfermaria sábado e domingo, não dar alta para ninguém, a maioria é petista. Mensagem atibuída a médica 

O fato aconteceu no hospital Municipal da Mulher e Maternidade Célia Câmara, em Goiânia (GO). A médica é supervisora de Ginecologia e Obstetrícia da unidade, segundo informações dadas para o UOL ela não deverá retornar ao cargo.

Diante das informações recebidas, a administração adotará os procedimentos internos apropriados para apuração dos fatos e de seu contexto, assegurados o contraditório, a adequada instrução e a observância das normas institucionais e profissionais aplicáveis. Caso sejam constatadas condutas incompatíveis com essas normas, serão adotadas as medidas cabíveis.

 Outros profissionais ainda reagiram à mensagem com emojis de bandeira do Brasil, e um deles respondeu: “Combinado”.

Hospital abre apuração

Em comunicado o hospital afirmou que a mensagem foi publicada em um grupo interno e privado de médicos e classificou a manifestação como uma posição pessoal da profissional, sem vínculo com a intituição ou posicionamento da empresa.

A direção ainda informou que adotará todos os procedimentos internos necessários para apurar os fatos e o contexto da situação, garantindo o direito de defesa da acusada e o cumprimento das normas institucionais e profissionais. Caso sejam identificadas condutas incompatíveis com essas regras, poderão ser aplicadas outras medidas judiciais.

O hospital salientou que não compactua com qualquer forma de discriminação e que o atendimento aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) deve ocorrer de maneira impessoal e igual para todos indepedente de qualquer motivação politica. 

A instituição lamentou o episódio e pediu desculpas a funcionários e pacientes que tenham se sentido atingidos pela situação.

O Hospital reafirma seu compromisso com uma assistência impessoal, humanizada, ética e tecnicamente orientada, garantindo tratamento isonômico a todos os usuários do Sistema Único de Saúde.

 Prefeitura também investiga o caso

A Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia instaurou uma apuração administrativa sobre a conduta da médica depois de tomar conhecimento da mensagem.

O órgão reforçou às equipes de saúde a orientação para que todos os pacientes do SUS recebam atendimento ético, adequado e respeitoso, independentemente de posicionamento político.

Segundo o UOL A defesa de Marcella Segato de Sousa Melo foi procurada , mas não se manifestou ate a publicação da matéria 

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