Política

"Medida absurda e rídicula", dispara João Roma sobre Bolsonaro ser obrigado a usar tornozeleira eletrônica

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Em entrevista à Baiana FM, Roma lamenta a busca e apreensão na casa de Bolsonaro e na sede do partido  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Redes Sociais
Yuri Pastori

por Yuri Pastori

yuri.pastori@bnews.com.br

Publicado em 18/07/2025, às 09h16 - Atualizado às 09h19



O presidente do PL Bahia, João Roma, declarou em entrevista ao programa 'Giro Baiana' da rádio Baiana (89,3FM), na manhã desta sexta-feira (18), que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que obriga o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) utilizar tornozeleira eletrônica é uma "medida absurda e rídicula", já que ele tem endereço fixo e declarou que não vai deixar o Brasil.  

Roma classificou que Bolsonaro é alvo de uma "sanha persecutória" e que grande parte da população já percebeu isso quando coloca o ex-presidente bem colocado nas pesquisas de intenções de voto para as eleições de 2026. Ele disse que os resultados dos levantamentos refletem na população o "grau de perseguição em cima" do ex-presidente e a "ineficácia do governo" Lula.

João Roma afirmou que o processo contra Bolsonaro no STF é "lamentável" , "sem pé nem cabeça" e representa "uma busca de fazer ilações", o que gera insegurança jurídica no país. Roma acredita que a proibição de falar com o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, por exemplo, traz prejuízo as articulações do partido.

Ele falou que não tem detalhes sobre a busca e apreensão realizada , nesta manhã de sexta-feira (18), na casa de Bolsonaro e na sede do PL. Roma disse que o local é público, um ambiente do partido, frequentado por parlamentares, e onde se guarda documentos partidários. 

Buscas

O ex-presidente foi alvo de mandados de buscas por parte da Polícia Federal (PF), nesta sexta-feira (18), em Brasília, na sua casa e em endereços ligados ao Partido Liberal (PL), por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF), após indícios de que ele planejava deixar o país para pedir asilo político nos Estados Unidos. Ele foi obrigado a utilizar tornozeleira eletrônica e não pode usar as redes sociais.

Além disso, Bolsonaro foi proibido de manter comunicações com o filho, Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos EUA, com embaixadores, diplomatas estrangeiros (não podendo se aproximar de embaixadas), outros réus e investigados pelo Supremo. Segundo a PF, ele também terá de permanecer em casa entre 19h e 7 da manhã.

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