Política
por Bernardo Rego
Publicado em 11/03/2026, às 17h18
O advogado e presidente do União Brasil, Antonio Rueda, teria tido contato com dois empresários identificados como Mohamad Hussein Ali Mourad, o "Primo", e Roberto Augusto Leme da Silva, o Beto Louco.
Esses empresários são investigados da Operação Carbono Oculto que apura lavagem de dinheiro e fraude fiscal envolvendo o PCC no setor de combustíveis. Segundo a revista Piauí, o trio tratou sobre pagamentos e partilha de dinheiro que entre outubro e dezembro de 2023 o valor da movimentação foi de R$ 5 milhões.
Ainda segundo a revista, as conversas foram expostas em uma tentativa de delação premiada para tentar libertar Beto Louco e Primo que estão foragidos. Eles são alvos das operações Carbono Oculto, Tank e Quasar.
De acordo com Piauí, as planilhas enviadas ao presidente do União Brasil diziam respeito à importação de combustíveis usando benefícios concedidos pelo governo do Amapá. Em uma das tabelas, enviada em novembro de 2023, são relacionadas as importações de derivados de petróleo da Ice Química, uma empresa de fachada que a Copape montou em Macapá para colher benefícios fiscais e tributários.
Os principais favorecidos por esses benefícios foram a Copape, de Beto Louco e Mohamad, e a antiga Refinaria de Manguinhos, atual Refit, do empresário Ricardo Magro, conhecido por ser o maior sonegador individual de impostos do Brasil, diz a reportagem.
Em nota, Antonio Rueda disse que “desconhece as mensagens citadas e jamais tratou de planilhas, valores ou pagamentos com quaisquer dos envolvidos”. A nota diz ainda que “Rueda nunca recebeu valores vinculados a operações de importação de combustíveis e jamais participou de qualquer articulação administrativa ou política relacionada à concessão, renovação ou prorrogação de benefícios fiscais às empresas citadas”.
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Bernardo Rego
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