Política

“Mente fraca”, “chove não molha”: Flávio Matos detona mudança de lado de aliado em Camaçari

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Líder do União Brasil na Câmara, Júnior Borges anunciou que vai apoiar Luiz Caetano, do PT  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Youtube

Publicado em 10/10/2024, às 18h59   Anderson Ramos



Candidato à prefeitura de Camaçari pelo União Brasil, Flávio Matos não poupou palavras para criticar a mudança de lado do líder do seu partido na Câmara Municipal, Júnior Borges, que anunciou, nesta quinta-feira (10), que vai apoiar Luiz Caetano, do PT, no segundo turno das eleições da cidade da Região Metropolitana.

“Ele [Caetano] está aí fazendo alianças com pessoas do nosso grupo que são fracas de mente que vão se beneficiar de alguma maneira ou ter relações financeiras escusas, que não quero falar”, provocou Matos sem citar o nome do correligionário. A declaração foi dada durante entrevista ao Radar Bnews, nesta quinta-feira (10).

Questionado sobre o que teria motivado o rompimento, Flávio disse: “Eu não tenho ideia qual foi o tipo de acordo. Estou focado na eleição. Infelizmente o vereador perdeu a eleição, mas esta pergunta tem que ser feita a ele. Várias pessoas ligadas a ele me procuraram para dizer que estão comigo. Ele está nesse chove não molha há muitos anos e tomou sua decisão. Desejo boa sorte a ele. Nós vamos vencer as eleições e ele vai buscar se amparar no estado e vida que segue”, afirmou.

Borges antecedeu Matos na presidência do Legislativo camaçariense e buscava renovar o seu mandato, mas não conseguiu ser reeleito. Para Matos, o movimento pode custar caro para o colega de partido.

“Eles tentam trazer pessoas que tenham alguma fraqueza para fazer o clima de oba-oba. Foi assim com a filiação partidária em março, mas não adiantou. Nós fizemos 15 e eles 8 na Câmara. Faz parte da velha política oprimir pessoas com imagem, achando que pessoas têm preço, pra mim não. Ideias têm valor, diferente daqueles que mudam de ideia de uma hora pra outra. Político bom pra mim é político que tem lado. Político que se acovarda paga o preço, a população não respeita e não aceita mudanças de lado de forma muito repentina. Cada um que assuma seus atos e suas consequências”, finalizou.

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