Política
por Cauan Borges
borgesjornalismo2023@gmail.com
Publicado em 13/10/2026, às 13h59 - Atualizado às 14h05
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) sinalizou preferência por permanecer no Senado Federal caso o enteado, Flávio Bolsonaro (PL), vença a disputa pela Presidência da República. A possibilidade de assumir um ministério ligado à área social chegou a ser cogitada entre os aliados, mas a parlamentar eleita demonstra interesse em exercer o mandato pelo Distrito Federal.
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O ex-presidente Jair Bolsonaro, marido de Michelle, também defende que ela acumule experiência no Legislativo antes de buscar cargos de maior projeção política. Na avaliação dele, o ideal é que a esposa permaneça por pelo menos oito anos no Senado, período correspondente a um mandato completo.
Durante o primeiro turno das eleições, Michelle trabalhou para fortalecer a formação de uma bancada alinhada a ela na Câmara dos Deputados. A articulação busca ampliar o apoio às pautas voltadas às mulheres e consolidar sua influência dentro do Partido Liberal (PL).
Outra possibilidade para 2027 é o retorno de Michelle à presidência do PL Mulher. O convite para reassumir a função já foi feito pelo presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto.
Aliados da ex-primeira-dama também defendem que a senadora eleita percorra diferentes regiões do país durante o segundo turno para reforçar a campanha de Flávio Bolsonaro. Michelle já tem uma viagem prevista para o Amazonas, onde deve participar de atividades relacionadas à disputa presidencial.
Michelle Bolsonaro foi eleita senadora pelo Distrito Federal e representará a unidade federativa pelos próximos oito anos. Segundo dados da apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ela recebeu quase 938,5 mil votos, o equivalente a 29,05% do total.
Nascida em Ceilândia, região administrativa mais populosa do Distrito Federal, Michelle ganhou projeção nacional durante a campanha presidencial de Jair Bolsonaro, em 2018. Ela ocupou o posto de primeira-dama entre janeiro de 2019 e janeiro de 2023.
Após o fim do governo Bolsonaro, Michelle passou a atuar de forma mais direta na política partidária e, consequentemente, assumiu o protagonismo no PL Mulher.
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