Justiça

Ministério Público investiga UNIFACS por supostas práticas abusivas contra estudantes

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Alunos da Unifacs relatam dificuldades com trancamento, transferência e atendimento  |   Bnews - Divulgação Reprodução/ Google Maps
Yuri Pastori

por Yuri Pastori

yuri.pastori@bnews.com.br

Publicado em 19/12/2025, às 11h00 - Atualizado às 11h02



O Ministério Público da Bahia (MP-BA) instaurou um Inquérito Civil Público (ICP)  para apurar 14 possíveis irregularidades da Unifacs que envolvem cobranças, bolsas, qualidade do ensino e dificuldades impostas aos alunos para trancamento ou transferência.

Dentre as principais queixas dos estudantes estão cobranças indevidas e abusivas, negativa ou redução arbitrária de bolsas, omissão de informações importantes, precarização da qualidade do ensino e obstáculos para trancamento e transferência.

Há um ano estou tentando uma segunda via do diploma em Ciências Contábeis e nada. O atendimento ao aluno egresso é péssimo e também há promessas falaciosas para atrair alunos novos. Essas promessas são para bater as metas no processo de venda para receber um possível valor que chamamos de earn out", relatou a ex-aluna da instituição, Débora Borges.

Outras universidades do grupo tem queixas de alunos

De acordo com a ex-aluna, outras universidades do grupo Ânima, que adquiriu a Unifacs, estão passando por problemas semelhantes.

Teve até audiência pública na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro sobre o assunto. Em Curitiba também se mobilizaram. Muita coisa gira em torno de propaganda enganosa, cobranças indevidas/abusivas (como no caso da rematrícula), dificuldade em obter documentos, transferência etc ", disse.

Segundo Débora, o inquérito iniciou no dia 09 de dezembro de 2025, mas desde 2023
há problemas em outros Estados com a Ânima."Para a Unifacs é mais barato pagar as condenações da Justica que giram em torno de dois a quatro mil reais do que se adequar e parar com a propaganda enganosa", desabafou.

A universidade não aceita acordo com o MP-BA, e a promotora aconselhou o ingresso na Justiça. Alertei para a Promotora que há remédios, que o CADE deve ser imposto, quando houve a venda para a Ânima que não estão sendo cumpridos. Diversas audiências no MP-BA e a Facs não comparece", continuou.

O BNews procurou o MP para saber como está o andamento do inquérito, mas o órgão não se manifestou. A Unifacs também foi procurada e também não falou sobre o processo em andamento. O espaço segue aberto.

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