Política

Ministra de Lula nega conciliação com deputado bolsonarista

Câmara dos Deputados
Glesi Hoffmann apresentou uma notícia-crime baseada em violência política de gênero  |   Bnews - Divulgação Câmara dos Deputados
Redação

por Redação

redacao@bnews.com.br

Publicado em 05/05/2025, às 20h37



A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann recusou uma audiência de conciliação com o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), sugerida pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

A conciliação foi sugerida pela PGR com base no Código de Processo Penal, que prevê a tentativa de reconciliação, antes do recebimento da queixa em crimes contra a honra.

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A ministra apresentou uma notícia-crime baseada em violência política de gênero. O pedido de reparação foi motivado por declarações machistas de Gayer, que foram classificadas como "inaceitáveis" pelos advogados dela.

Em uma rede social, Gayer perguntou ao líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), se o petista aceita que Lula ofereça a ministra Gleisi para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) e para o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), sugerindo que ela estaria em um trisal. Lindbergh e Gleisi são namorados.

Na avaliação da defesa de Gleisi, uma tentativa de reconciliação poderia representar a revitimização da ministra. "Ademais, em casos de crimes contra a honra, especialmente quando permeados por questões de gênero e poder, como no presente caso envolvendo uma mulher parlamentar, o risco de revitimização é ainda maior. Impor à Querelante o ônus de buscar qualquer composição junto ao Querelado, que a ofendeu publicamente, é desconsiderar a gravidade das ofensas sofridas", disse a defesa.

Gleisi pediu a condenação do parlamentar e R$ 30 mil por danos morais. Os advogados da ministra classificaram a atitude de Gayer como "criminosa" e disseram que o objetivo dele era "constranger e humilhar" a petista.

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