Política

Ministro de Lula cita pena de morte e pede punições mais severas contra feminicídio

Agência Brasil
O presidente Lula já sancionou lei que aumenta a pena para feminicídio e busca ampliar o debate sobre segurança pública.  |   Bnews - Divulgação Agência Brasil
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 22/12/2025, às 16h30 - Atualizado às 16h30



O ministro Silvio Costa Filho, de Portos e Aeroportos, defendeu um maior rigor para os autores de feminicídio no Brasil. Em entrevista concedida nesta segunda-feira (22) à CNN Brasil, Costa Filho disse ainda que o governo federal deveria analisar a medida.

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“Semana retrasada eu vi um cidadão que matou a esposa na frente dos filhos. Um cidadão desse não tem jeito, um cidadão desse… nós temos, o Brasil, avaliar até a pena de morte para esse tipo de indivíduo”, disse.

Ainda de acordo com o ministro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já vem trabalhando para lançar uma campanha contra o feminicídio, mas defendeu que o governo discuta também as tipificações da segurança pública, com penas mais duras.

“E esse debate o presidente Lula já está fazendo internamente e nós queremos ampliar cada vez mais essa discussão nos estados e nos municípios”, completou.

O presidente Lula já vem se envolvendo no debate sobre o tema. No último dia 9, o petista sancionou o Projeto de Lei 4.266 de 2023, de autoria da senadora Margareth Buzetti (PSD-MG), aprovado em setembro pelo Congresso Nacional, que prevê o aumento da pena por feminicídio.

No último sábado (20), durante seu discurso na Cúpula do Mercosul, Lula chamou a atenção para a situação da violência contra as mulheres na América Latina, que ele classificou como a mais letal do mundo para a população feminina.

"A América Latina também ostenta o triste recorde de ser a região mais letal do mundo para as mulheres. Segundo a Cepal [Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe], 11 mulheres latino-americanas são assassinadas diariamente", afirmou Lula. 

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