Política

Ministro de Lula defende a redução imediata da jornada de trabalho

Ricardo Stuckert/PR
Ministro do Trabalho sugere redução imediata da jornada de 44 para 40 horas semanais, com possibilidade de chegar a 36 horas.  |   Bnews - Divulgação Ricardo Stuckert/PR
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 24/12/2025, às 10h17 - Atualizado às 10h17



O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, revelou que uma das prioridades do governo Lula em 2026 é a discussão sobre o fim da escala 6x1 em 2026. A declaração foi dada à coluna Painel, no jornal Folha de São Paulo.

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Ainda em entrevista, Marinho afirmou ser possível reduzir imediatamente a jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais, antes da diminuição gradativa até 36 horas.

"A escala 6x1 é a mais cruel existente na face da Terra, em especial para as mulheres. E creio que o Brasil e a economia brasileira estão totalmente maduros para fazer a revisão da jornada máxima do país e, junto com isso, eliminar a escala 6x1", afirma.

O ministro defendeu ainda que a redução da jornada de trabalho vai melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, o que refletiria na produtividade e no próprio ambiente de trabalho.

"Nós estamos convencidos da importância de reduzir a jornada de trabalho sem redução do salário para melhorar a qualidade da relação do trabalho", afirma.

"Eu, pessoalmente, como ministro do Trabalho não vejo a possibilidade de reduzir de uma vez para 36 horas. Seria um impacto muito grande para o mercado de trabalho, para os custos das empresas, para ser absorvido de uma vez. Teria que fazer de uma forma gradativa", defende.

Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que o Brasil está pronto para reduzir a jornada de trabalho e que a economia também está pronta para o fim da escala 6x1.

No Congresso, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), garantiu que o tema "com certeza" seria discutido em 2026. Há duas frentes avançadas nessa discussão no Legislativo: um projeto na Comissão de Trabalho da Câmara que prevê escala 5x2 e jornada de 40 horas semanais e uma PEC (proposta de emenda à Constituição) pronta para apreciação no plenário do Senado que prevê máximo de 36 horas e dois dias de descanso remunerado.

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