Política
Não foi somente o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil -AP), que teria ficado feliz com a derrubada da indicação do ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, em sua fracassada campanha ao Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com a jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, um integrante do próprio STF também fez lobby a favor de Alcolumbre em prol de uma derrota do governo Lula: Alexandre de Moraes.
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De acordo com relatos obtidos pela colunista do jornal, seis fontes próximas das movimentações de bastidores apontaram que o ministro se reuniu com integrantes do STF, do Congresso e agentes do meio político e jurídico para reforçar os pedidos contrários à aprovação de Messias. O nome do AGU foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) por maioria apertada, mas acabou derrotado em votação no plenário da Casa. A campanha pelo “não” teria acionado emissários para mandar recados a senadores que tinham processos no Supremo ou alguma ligação com seus aliados no Congresso.
Diante disso, Moraes, que é relator do inquérito das fake news e da trama golpista, ficou lado a lado da ala bolsonarista no Senado.
A indicação de Messias era vista como um trunfo de Lula e de outro ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, que se esforçou pessoalmente em angariar votos entre os senadores. Segundo a colunista, caso fosse vitorioso, o novo ministro poderia desequilibrar o jogo de forças a favor do relator do caso Master no Supremo, impondo uma derrota a Moraes.
Além disso, o ministro até hoje não teria aceitado a decisão do presidente Lula de preterir o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) em favor do chefe da AGU, que ele tentou emplacar junto com Alcolumbre. Ainda segundo Gaspar, uma derrota do presidente do Senado poderia desencadear um avanço de pedidos de impeachment de ministros do STF na Casa Legislativa.
Alcolumbre não faz nada sem o apoio do Moraes. Mas o Moraes e Flávio Dino [desafeto antigo de Messias] acham que cada luta é uma luta, que uma coisa [a derrota de Messias] não interfere na outra [o avanço dos pedidos de impeachment]”, disse um integrante do STF ouvido anonimamente pela coluna.
Ao todo, foram 42 votos contra, 34 a favor e uma abstenção. Jorge Messias foi o primeiro nome a não ser aprovado para o cargo desde 1894. Com isso, segue vaga a cadeira deixada pelo ex-ministro Luís Roberto Barroso.
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