Política

Ministros de Lula apresentam proposta de ajuste fiscal aos líderes do Senado

Marcelo Camargo/Agência Brasil
Fernando Haddad e Alexandre Padilha estiveram com o presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e líderes do Senado para apresentar as medidas para economizar R$71,9 bilhões até 2026  |   Bnews - Divulgação Marcelo Camargo/Agência Brasil

Publicado em 28/11/2024, às 12h11   Humberto Sampaio



O governo apresentou nesta quinta-feira (28) aos líderes do Senado as propostas de ajuste do Marco Fiscal e de corte de gastos, anunciados na noite anterior em rede nacional de rádio e TV pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Haddad esteve pessoalmente no Senado, acompanhado pelo ministro das relações Institucionais Alexandre Padilha, para expor às lideranças da Casa os termos da proposta para conter os gastos e equilibrar as contas do governo.

Após o encontro com os senadores, os dois ministros conversaram com a imprensa. Segundo Alexandre Padilha, o governo optou por não apresentar um texto fechado ao Congresso, antes de um entendimento prévio com o comando das duas Casas e os líderes partidários.

“Esse foi um compromisso do presidente Lula. Não apresentar um texto ao Congresso Nacional sem um conhecimento prévio dos presidentes e líderes da Câmara e do Senado”, explicou Padilha.

Segundo ele, a receptividade que as duas Casas demonstraram em relação às propostas do governo, deve acelerar o envio da proposta final ao Congresso. A expectativa é que a proposta seja encaminhada ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) que deverá dar a tramitação devida. Cabendo ao Senado atuar como Casa revisora.

“Temos o compromisso do presidente do Congresso, o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), de fazer absolutamente tudo para que a gente possa aprovar, ainda este ano, as medidas de reafirmação do Arcabouço Fiscal que tem influência sobre a LDO e a Lei Orçamentária”, disse.

O ministro Fernando Haddad declarou que a expectativa do governo é economizar perto de 72 bilhões de Reais até 2026 com a implementação do ajuste fiscal e corte de gastos. “É claro que deve haver ajustes, é natural do processo parlamentar que mudanças no texto ocorram”, explicou o ministro da Fazenda.

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