Política
por Daniel Serrano
Publicado em 09/09/2025, às 10h58 - Atualizado às 10h58
O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou , na manhã desta terça-feira (9), o julgamento do núcleo crucial do plano de uma suposta trama golpista para anular as eleições de 2022, que tem o ex-presidente Jair Bolsonaro como um dos réus.
Durante seu voto, o ministro Alexandre de Moraes comparou uma troca de mensagens entre o Bolsonaro e o deputado federal Alexandre Ramagem, ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), com criminosos do PCC.
Segundo o ministro, a Polícia Federal (PF) encontrou no computador de Ramagem textos que questionavam as urnas. A acusação da Procuradoria-Geral da República (PGR) diz que o material seria enviado para Bolsonaro, o que é negado pela defesa do ex-diretor da Abin.
“Isso não é uma mensagem de um delinquente do PCC. Isso é uma mensagem do então diretor-geral da Abin e futuro ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), da Presidência da República. A organização criminosa já iniciava os atos executórios para se manter no poder, independentemente de qualquer coisa, e para afastar o controle judicial previsto”, declarou Moraes.
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