Política
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (12) que Jair Bolsonaro (PL) seja submetido a uma perícia médica realizada pela Polícia Federal. A medida atende ao pedido da defesa, que solicitou autorização para que o ex-presidente deixe a prisão para passar por uma cirurgia.
A perícia deverá ser feita em até 15 dias. Na decisão, Moraes lembrou que Bolsonaro passou por exames ao ser preso, no dia 22 do mês passado, e que, na ocasião, “não houve registro de qualquer condição médica que indicasse a necessidade de imediata intervenção cirúrgica”. O ministro reiterou que o ex-presidente tem acesso a atendimento médico integral dentro da unidade prisional — serviço que ele próprio determinou que fosse disponibilizado.
Moraes também destacou que, desde a detenção, não houve relato de emergência médica envolvendo Bolsonaro. Ele citou ainda exames realizados há três meses que, segundo o documento, não apontavam necessidade de cirurgia naquele momento.
A defesa, porém, voltou a insistir na liberação para o procedimento, alegando piora no quadro clínico nos últimos dias. Os advogados afirmam que Bolsonaro sofre com dores decorrentes de uma hérnia inguinal e episódios persistentes de soluços, que estariam prejudicando seu descanso, alimentação e sono. Os médicos que o acompanham recomendaram uma herniorrafia inguinal convencional e um bloqueio anestésico do nervo frênico para aliviar a hiperatividade do diafragma.
No pedido enviado na terça-feira (10), os advogados também reiteraram a solicitação de prisão domiciliar humanitária, argumentando que a condição de saúde do ex-presidente é incompatível com a permanência na prisão. O despacho de Moraes, porém, não faz referência ao pleito.
Paralelamente, o ministro autorizou visitas de Michelle Bolsonaro e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na próxima terça-feira, entre 9h e 11h. As reuniões deverão ocorrer separadamente para atender às normas internas da Polícia Federal.
A defesa voltou a negar qualquer tentativa de fuga, após o episódio em que Bolsonaro tentou romper a tornozeleira eletrônica. Segundo os advogados, o comportamento teria sido resultado de “confusão mental” causada por medicamentos e demonstraria a “seriedade e delicadeza” de seu estado de saúde.
Com a perícia agora determinada, caberá à PF esclarecer se há, de fato, necessidade imediata de cirurgia e se o tratamento pode ser realizado dentro do ambiente prisional ou exige transferência hospitalar.
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