Política
por Anderson Ramos
Publicado em 24/12/2025, às 07h26
Em nova nota emitida na noite de terça-feira (23), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), reforçou que não conversou com o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, a respeito da compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB).
O comunicado foi divulgado após notícias de que Moraes teria procurado por Galípolo em pelo menos quatro ocasiões — por telefone e pessoalmente — para tratar da aquisição.
Mais cedo, o magistrado já havia divulgado uma nota afirmando que se reuniu com o chefe do BC para discutir as implicações da Lei Magnitsky.
Segundo o magistrado, a primeira reunião com Galípolo aconteceu em 14 de agosto, após ser sancionado pelo governo dos Estados Unidos com a aplicação da lei Magnitsky, em 30 de julho. A segunda aconteceu em 30 de setembro, após a medida ter sido aplicada contra sua esposa, em 22 de setembro.
"Em nenhuma das reuniões foi tratado qualquer assunto ou realizada qualquer pressão referente a aquisição do BRB pelo Banco Master. Esclarece, ainda, que jamais esteve no Banco Central e que inexistiu qualquer ligação telefônica entre ambos, para esse ou qualquer outro assunto. Por fim, esclarece que o escritório de advocacia de sua esposa jamais atuou na operação de aquisição BRB-Master perante o Banco Central", citou.
Em setembro, o Banco Central vetou a compra do Banco Master pelo BRB, citando ausência de documentos que comprovassem a "viabilidade econômico-financeira". Dois meses depois, o dono do Master, Daniel Vorcaro, foi preso pela Polícia Federal e é investigado por fraudes contra o sistema financeiro.
O escritório de advocacia da esposa de Moraes tinha um contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master, prevendo pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões entre 2024 e 2027.
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