Política
O senador Sergio Moro (PL-PR) reclamou ao ser questionado sobre as suas próprias declarações a respeito da tentativa de Jair Bolsonaro (PL) interferir na Polícia Federal (PF), quando era presidente, ao deixar o Ministério da Justiça em 2021. O ex-juiz disse que a lembrança é uma tentativa de “produzir factóides”.
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Na época, Moro disse que Bolsonaro queria controlar a PF para proteger os filhos de investigações, entre eles o senador Flávio Bolsonaro (RJ), pré-candidato à Presidência pelo PL, que ele apoia agora.
Olha, o que a gente vê... Vamos ver o que está acontecendo nesse governo. Nesse governo, o que nós temos de volta? A roubalheira do PT. Roubaram até os aposentados e pensionistas", afirmou em entrevista na tarde da última segunda-feira (6) na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).
"Eu acho que esse é o crime mais vergonhoso da história do país. E quem está lá suspeito e envolvido? O filho do presidente Lula. Então, a gente vê até a Polícia Federal fazendo hoje um bom trabalho, mas por quê? Está sendo conduzido com mão firme e independente do ministro (do Supremo Tribunal Federal) André Mendonça. Quem indicou o ministro André Mendonça? Jair Bolsonaro. Então, vamos colocar a realidade e sem produzir factoides", declarou.
Moro também foi questionado que ele estava presente no Ministério da Justiça em 2019, quando o governo de Jair Bolsonaro foi informado sobre os desvios no INSS, mas não respondeu e mandou a entrevista seguir.
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