Política

MST sobe o tom e cobra celeridade de Lula: “Falta compromisso com o campo”

Marcelo Camargo/Agência Brasil
Carta destaca a importância da agricultura familiar para a soberania nacional e cobra ações efetivas do governo.  |   Bnews - Divulgação Marcelo Camargo/Agência Brasil
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 22/07/2025, às 08h37 - Atualizado às 08h37



O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) divulgou uma carta nesta segunda-feira (21), durante a Semana Internacional da Agricultura Familiar, em que critica e faz uma série de cobranças ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 

No documento, o movimento cita o recente discurso em defesa da soberania nacional adotado pela atual gestão petista diante do tarifaço do governo de Donald Trump para pressionar o governo a enfrentar questões internas do Brasil.

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“Soberania nacional só é possível com soberania alimentar. E a soberania alimentar se constrói com a agricultura familiar camponesa e com a reforma agrária”, diz a carta.

O principal ponto defendido pelo MST na carta é uma cobrança ao governo Lula por mais celeridade em realizar uma reforma agrária no Brasil. Dados do movimento indicam que existem cerca de 400 mil famílias assentadas esperando a implementação de políticas públicas. Na carta, intitulada "Lula, cadê a reforma agrária?", o MST expressa sua insatisfação com o ritmo atual das ações governamentais no setor.

Aliado histórico de Lula, o MST cobra ainda do presidente e dos ministérios que a reforma agrária seja colocada como prioridade no governo.

“Arrancamos nas ruas e nas urnas uma importante vitória para o povo brasileiro ao elegermos Lula presidente. As forças populares, mulheres, negros e negras, juventude, sujeitos LGBTI+, povos originários e a classe trabalhadora do campo e da cidade, foram protagonistas dessa vitória”, diz o documento.

“Por essa razão, exigimos que o governo se comprometa, de forma real e efetiva, com a destinação de terras e recursos condizentes com as necessidades concretas das famílias camponesas. Assim, confiamos no compromisso histórico do presidente Lula para orientar seus ministérios a atuarem de forma mais célere nessa direção”, emenda.

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