Política

Mulher agredida com 61 socos é atacada nas redes após se filiar ao PT: 'Tem que tomar 122 para ficar sem cabeça'

Reprodução/Redes Sociais
Juliana Soares foi agredida pelo ex-namorado dentro de um elevador em Natal  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes Sociais
Victória Valentina

por Victória Valentina

Publicado em 11/05/2026, às 09h29



Juliana Soares, de 35 anos, que foi agredida com 61 socos pelo ex-namorado em junho de 2025, dentro de um elevador de um prédio na cidade de Natal (RN), foi alvo de ataques nas redes sociais após anunciar sua filiação ao Partido dos Trabalhadores (PT). 

O caso de agressão aconteceu em junho de 2025. O autor do crime, o ex-jogador de basquete Igor Eduardo Cabral, segue detido na Cadeia Pública Dinorá Simas, em Ceará-Mirim. Juliana sofreu múltiplas fraturas nos ossos da face e precisou passar por diversas cirurgias, incluindo procedimentos de reconstrução facial.

Na última semana, a vítima publicou nas redes sociais que havia se filiado ao PT. "É um privilégio fazer parte dos que lutam pela classe que mantém o Brasil de pé. Representar quem é base e alicerce é gratificante demais", escreveu.

Após a publicação, Juliana passou a receber uma série de comentários ofensivos e com tons de ameaça. Em um deles, ela é chamada de "puta petista".

"Você tem é que tomar mais 122 socos dessa vez para ficar sem a cabeça, sua puta petista", escreveu um homem.

Ao expor o comentário, Juliana afirma que o internauta responderá judicialmente. "Exemplo típico de cidadão de bem. Esse vai responder judicialmente, mas antes ele vai ficar famoso. E ainda querem barrar a lei da misoginia".

Já outros internautas também sugeriram novas agressões e tentaram justificar a violência sofrida pela vítima.

"Agora entendemos o agressor", disse um usuário. "Quando será o segundo round?", escreveu outro. "Imagina o que ela deve ter provocado o agressor para ele ter feito o que fez. Por isso não podemos julgar sem saber os fatos", comentou um terceiro. "Levou pouco, uns 120 ela não estaria aqui para apoiar o ladrão", escreveu uma mulher.

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