Política

Na disputa presidencial, pré-candidato defende fim da Polícia Militar

Divulgação/Polícia Militar
Proposta de candidato defende a desmilitarização da polícia no Brasil como bandeira de campanha  |   Bnews - Divulgação Divulgação/Polícia Militar
Héber Araújo

por Héber Araújo

Publicado em 22/04/2026, às 15h10



Única mulher na disputa pela presidência do Brasil, a pré-candidata a presidente pelo União Popular (UP), Samara Martins, defendeu extinguir a Polícia Militar, no processo de desmilitarização da polícia no país. A declaração da pré-candidata ocorreu durante entrevista ao portal Opera Mundi.

Na entrevista, Samara chegou a citar a megaoperação do Rio de Janeiro que deixou mais de uma centena de pessoas mortas. Segundo ela, a ação mostra o problema da PM e defendeu a transformação na forma como os agentes de segurança são inseridos na sociedade.

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“Eu quero o fim da Polícia Militar. Muita gente fala assim: ‘Ai, que absurdo, vocês são os radicais, né?’. Mas é isso, é no sentido de desmilitarizar para que esses sejam tratados como trabalhadores, que é o que eles são, e que o povo não seja tratado como um inimigo”, disse a pré-candidata.

“A gente defende nesse sentido de que eles possam inclusive opinar, porque eu não acredito que um militar queira fazer uma operação daquela que fez no Rio de Janeiro, de subir para guerrear contra o seu povo, matar mais de 130 pessoas e depois ficar bem da cabeça com isso”, completou.

Essa pauta da desmilitarização da Polícia não é nova e já foi defendida em 2022 pelo Unidade Popular, quando lançou o ativista Leonardo Péricles para disputar as eleições presidenciais. Na ocasião, Samara concorreu como vice dele, onde a pauta foi levantada a fim de colocar policiais na posição de trabalhadores, como qualquer outro.

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