Política

‘Não fui citado em nenhum momento nas investigações’, diz carta de demissão de Carlos Lupi

Agência Senado
Carta de demissão de Carlos Lupi é entregue em meio a investigações sobre fraudes no INSS, com prejuízo estimado em R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.  |   Bnews - Divulgação Agência Senado
Thiago Teixeira

por Thiago Teixeira

thiago.teixeira@bnews.com.br

Publicado em 02/05/2025, às 18h10 - Atualizado às 19h10



“Tomo esta decisão com a certeza de que meu nome não foi citado em nenhum momento nas investigações em curso”. Essas foram as palavras escritas pelo ministro da Previdência Social, Carlos Lupi (PDT), que apresentou sua carta de demissão do cargo, nesta sexta-feira (2), em meio à crise envolvendo fraudes em aposentadorias pagas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Ele se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Palácio do Planalto, às 16h, para oficializar a saída. As investigações apontam um prejuízo estimado em R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. Lupi teria sido aconselhado por aliados do PDT a deixar o cargo para tirar o foco da crise, com a orientação de reforçar o discurso de que os problemas começaram ainda no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Tomo esta decisão com a certeza de que meu nome não foi citado em nenhum momento nas investigações em curso, que apuram possíveis irregularidades no INSS. Faço questão de destacar que todas as apurações foram apoiadas, desde o início, por todas as áreas da Previdência, por mim e pelos órgãos de controle do governo Lula, afirmou Lupi.

O caso veio à tona na última semana, após a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagrarem a Operação Sem Desconto e revelarem um esquema que pode envolver desvio de até R$ 6,3 bilhões de aposentadorias e pensões de beneficiários do INSS.

Confira o pronunciamento na íntrega de Carlos Lupi:

Entrego, na tarde desta sexta-feira (02), a função de Ministro da Previdência Social ao Presidente Lula, a quem agradeço pela confiança e pela oportunidade. 

Tomo esta decisão com a certeza de que meu nome não foi citado em nenhum momento nas investigações em curso, que apuram possíveis irregularidades no INSS. Faço questão de destacar que todas as apurações foram apoiadas, desde o início, por todas as áreas da Previdência, por mim e pelos órgãos de controle do governo Lula.

Espero que as investigações sigam seu curso natural, identifiquem os responsáveis e punam, com rigor, aqueles que usaram suas funções para prejudicar o povo trabalhador. 

Continuarei acompanhando de perto e colaborando com o governo para que, ao final, todo e qualquer recurso que tenha sido desviado do caminho de nossos beneficiários seja devolvido integralmente. 

Deixo meu agradecimento aos mais de 20 mil servidores do INSS e do Ministério da Previdência Social, profissionais que aprendi a admirar ainda mais nestes pouco mais de dois anos à frente da Pasta. Homens e mulheres que sustentam, com dedicação, o maior programa social das Américas.

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