Política

“Não pode sentar na mesa e depois cuspir no prato”, dispara Jerônimo contra Zé Ronaldo

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Jerônimo Rodrigues rebateu criticas do prefeito de Feira de Santana, Zé Ronaldo, que chamou a regulação de "fila da morte"  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Davi Lemos

por Davi Lemos

davi.lemos@bnews.com.br

Publicado em 05/07/2026, às 12h11 - Atualizado às 12h22



O governador Jerônimo Rodrigues (PT), pré-candidato à reeleição, rebateu as críticas do prefeito de Feira de Santana, Zé Ronaldo (PT), sobre a regulação da saúde e afirmou que sempre manteve uma relação institucional com o gestor. Durante agenda do PGP em Ribeira do Pombal, o petista disse que buscou atender às demandas do município e destacou que o respeito marcou o diálogo entre os dois. “Eu me relacionei durante esse um ano e meio com ele, buscando atender as demandas de Feira de Santana. [...] Isso não impediu de forma nenhuma uma relação diplomática, educada e amadurecida, sempre de respeito a ele e à história dele”, declarou.

Jerônimo afirmou ter estranhado o fato de Zé Ronaldo passar a classificar a regulação como “fila da morte”, após um longo período de diálogo com o Governo do Estado. “Ele conversou comigo durante um ano e meio e nunca tratou dessa forma, nunca. Então, não dá para a gente ter duas motivações de relacionamento”, criticou.

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O governador também cobrou que a gestão municipal assuma responsabilidades na área da saúde antes de responsabilizar o Estado. “Feira de Santana é a maior cidade do interior da Bahia. E Feira de Santana não tem hospital municipal. Então, como é que uma pessoa, um grupo que nunca fez um hospital, abre a boca agora para dizer isso?”, questionou. Segundo ele, o Hospital Geral Clériston Andrade será ampliado para 500 leitos e o governo chegou a discutir com o prefeito alternativas para viabilizar um hospital municipal, oferecendo apoio com terreno, recursos, equipamentos e contratualização de serviços.

Ao concluir, Jerônimo criticou a mudança de postura política de Zé Ronaldo e defendeu relações pautadas pelo respeito. “É só a forma de relacionamento. Eu aprendi isso em casa: quando o negócio não dá, vamos fazer as coisas com a delicadeza que o tempo exige. Mas a gente não pode ficar uma hora sentado na mesa e depois cuspir no prato. Dessa forma eu não concordo, eu não aprendi e não vou fazer política dessa forma”, afirmou.

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