Política

"Não podemos abrir mão da nossa soberania", dispara Jerônimo sobre tarifaço

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Jerônimo também questionou “qual moral o ex-presidente tem para julgar o nosso supremo tribunal  |   Bnews - Divulgação Thiago Teixeira/BNews


Durante reunião com os prefeitos na cidade de Juazeiro, no norte da Bahia, nesta quinta-feira (17), o governador do estado Jerônimo Rodrigues falou a respeito do tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Brasil e o envolvimento do clã Bolsonaro com as medidas norte-americanas.

“Olha, é impressionante como o filho do ex-presidente, ontem à noite, deu uma entrevista defendendo o tarifaço. Eu vivo procurando um argumento, então não tem como, o ex-presidente está montando isso para tentar se salvar de um comportamento que ele provocou. Você imagina se o prefeito de Juazeiro resolvesse se meter num município de sobradinho, de Uauá. Não existe, a responsabilidade dele é com o Juazeiro, o Sobradinho quem cuida é o prefeito Cleivynho. É a mesma coisa se um governador do Estado pudesse resolver se intrometer no outro Estado, é isso uma nação querendo se meter na outra nação”, afirma.

Jerônimo também questionou “qual moral o ex-presidente tem para julgar o nosso supremo tribunal, a nossa corte máxima de julgamento judiciário, não pode ser posta em cheque por conta de um presidente que lá atrás manda o grupo que ele se envolve ou que ele que defende ele também fez quebra-quebra lá no congresso, portanto não tem como”.

Jerônimo também contou que se sentou na segunda-feira com o setor produtivo da Bahia, com a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), da agricultura, do comércio, para entender o que é que pode ser feito para defender os investidores e os empresários da Bahia.

“Nós não podemos abrir mão da nossa soberania, e a soberania para mim nesse momento são os planos que não se mexe nas regras do jogo com o jogo em andamento, a não ser que as duas partes queiram mudar a regra do jogo. O que aconteceu? Quem fez investimento para produzir mel, para produzir pescado, soja, celulose, agora vão dizer não, não é essa, mas a tarifa é outra? Como é que pode? Os empresários ficam como?”, questionou.

“Então, a postura do Lula é defender o nosso mercado, a nossa economia, a nossa soberania, e eu espero que o povo baiano compreenda isso, o Lula não está jogando nada de um lado da política, não é isso, é a defesa da soberania nacional que diz respeito tanto à nossa corte quanto aos investidores”, completou.

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