Política

“Não podemos ficar caçando as bruxas”, dispara Jerônimo Rodrigues sobre Operação contra o Comando Vermelho na Bahia

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Jerônimo Rodrigues também destacou que “não é hora de utilizar temas como estes para efeitos de ações eleitorais”  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Rebeca Santos

por Rebeca Santos

Publicado em 05/11/2025, às 07h52



O governador Jerônimo Rodrigues (PT) comentou na manhã desta quarta-feira (05), em entrevista ao Jornal da Manhã, da TV Bahia, sobre a Operação Freedom, deflagrada pela Polícia Civil na última terça-feira (04), que teve como alvo o núcleo armado e financeiro de uma organização criminosa ligada ao Comando Vermelho, originária do Rio de Janeiro, com atuação na Bahia. 

O governador destacou a importância da união entre os poderes e esferas de governo para enfrentar o crime organizado, elogiou o trabalho da Polícia Civil e reforçou que a operação representa um avanço no combate à facção, mas que ações integradas são essenciais para garantir a segurança da população.

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“É sempre uma agenda que exige de nós uma postura de muita tranquilidade, muita firmeza. Estamos tratando de uma agenda que lida com a vida, com o ir e vir das pessoas. As pessoas estão em um cerco, que tem momento que fico sem saber o que fazer. Sair de manhã de casa, voltar, saber que seus filhos ficam em um ambiente de uma comunidade. Nós, enquanto governantes municipais e estaduais, e federal, a gente tem que dar as mãos. Essa CPI ajuda a gente. É um ambiente que precisa responder à sociedade, como se nem tivéssemos apenas um ente responsável. Não é o governador, não é apenas um prefeito, não é apenas o presidente da República. Nós temos órgãos da Justiça, temos o Ministério Público, a Defensoria Pública, Tribunal de Justiça, os próprios prefeitos e municípios, empresários. Eu imagino que esta frente do Congresso Federal e do Senado ofertará", disse.

O governador também destacou que “não é hora de utilizar temas como estes para efeitos de ações eleitorais” ou “caçando as bruxas”, mas que o tema deve ser tratado com responsabilidade.

“Não é hora da gente utilizar temas como estes para efeitos de ações eleitorais, não podemos ficar caçando as bruxas, imaginando se é o governador do Rio, ou de tal estado, que agiu assim ou assado. Nós temos uma responsabilidade com a paz e com o fortalecimento de um Estado forte, de um braço da polícia”, disse.

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