Política

Negociações nos EUA: Brasil pode enfrentar 'nova crise' após tarifaço; entenda

Reprodução / Vídeo
Senador Carlos Viana destaca que sanções automáticas podem afetar o Brasil em 90 dias  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Vídeo
Yuri Pastori

por Yuri Pastori

yuri.pastori@bnews.com.br

Publicado em 30/07/2025, às 12h40 - Atualizado às 12h58



Os senadores que estão nos Estados Unidos pra negociar o tarifaço imposto pelo presidente Donald Trump fizeram um alerta sobre sanções para os países que negociam com a Rússia. As declarações aconteceram durante a coletiva de imprensa realizada, na manhã desta quarta-feira (30), na embaixada brasileira nos EUA, que fez um balanço da viagem dos parlamentares ao país norte-americano.

Nós também estamos levando aqui um recado ao Brasil: Há outra crise pior que pode atingir o Brasil nos próximos 90 dias. Eles irão criar sanções automáticas para todos os países que negociam com a Rússia. Será uma lei americana, não será uma decisão, portanto, do presidente dos Estados Unidos, será do Congresso americano", disse o senador Carlos Viana (Podemos-MG).

As relações comerciais Brasil-Rússia acontecem, especialmente na importação de óleo e fertilizantes. A senadora Tereza Cristina (PP) pontuou que o tema é sensível, já que os EUA consideram a compra da Rússia como apoio à guerra.

Eles estão preocupados em acabar com a guerra (com a Ucrânia) e acham que quem compra da Rússia dá munição para ela continuar tendo recursos para continuar a guerra, tanto é que estão tentando fazer uma lei que seja lida ainda antes do recesso aqui nos Estados Unidos ", disse.

O senador Jaques Wagner considera muito díficil que o Brasil interrompa o comércio por causa da dependência de fertilizantes. 

Temos um agronegócio potentíssimo e nós temos dependência praticamente de 100% de fertilizante, fertilizante faltam no mundo inteiro. Isso foi dito para eles, ninguém faz o que quer, faz o que precisa. Não está sobrando por aí, não tem como deixar de comprar. E no negócio do combustível quem compra não é o governo brasileiro, são empresas que importam para revender no mercado interno", afirmou.

"A compra da Rússia, é uma questão que pode ser debatida no encontro bilateral. Só não vou dizer que vamos debater a questão do Judiciário porque no nosso país as coisas são independentes. A gente pode até conversar, mas a gente não manda no Judiciário", acrescentou.

A agenda de compromissos da delegação em Washington formada por oito senadores iniciou, na última segunda-feira (28), e finalizou os trabalhos nesta quarta-feira (30). A previsão é que a tarifa de 50% aos produtos brasileiros imposta pelo governo dos Estados Unidos entre em vigor, nesta sexta-feira (1).

Clique aqui e se inscreva no canal do BNews no YouTube!

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp Google News Bnews


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)