Política

Nikolas critica suspensão da candidatura de Renan Santos, mas cobra postura do MBL sobre censura

Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Nikolas Ferreira criticou a decisão de Toffoli e manifestou solidariedade a Renan, apesar das divergências políticas  |   Bnews - Divulgação Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Davi Lemos

por Davi Lemos

davi.lemos@bnews.com.br

Publicado em 31/08/2026, às 20h08 - Atualizado às 20h25



O deputado federal Nikolas Ferreira (PL/MG) criticou nesta segunda-feira (31) a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, que determinou a suspensão da campanha presidencial de Renan Santos (Missão). Em publicação nas redes sociais, o parlamentar classificou a medida como preocupante e afirmou que ela pode abrir um precedente perigoso para o processo democrático.

A decisão de Toffoli suspendeu a propaganda eleitoral da chapa em perfis não informados à Justiça Eleitoral dentro do prazo legal, além de bloquear repasses e despesas com recursos do Fundo Eleitoral. O candidato também foi impedido de participar de debates, entrevistas e sabatinas em rádio, televisão, podcasts e outros meios de comunicação. A determinação ainda prevê a suspensão de perfis ligados à campanha, sob pena de multa de R$ 10 mil por hora para cada conta que descumprir a ordem.

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Ao comentar o caso, Nikolas manifestou solidariedade ao candidato, embora tenha lembrado divergências políticas com o grupo liderado por Renan Santos. “A decisão de Toffoli de suspender a candidatura de Renan é preocupante e abre um péssimo precedente. Deixo meu repúdio a essa medida”, escreveu.

O deputado, no entanto, afirmou que a situação não apaga o histórico de posicionamentos do MBL e de seus integrantes em episódios anteriores envolvendo a direita. “Mas que fique claro: isso não apaga o fato de que ele e seu grupo comemoraram a censura e a perseguição quando o alvo era a direita e ajudaram a alimentar o monstro que hoje os atinge”, declarou.

Na mesma publicação, Nikolas disse esperar que o episódio provoque uma reflexão sobre os riscos à democracia e voltou a defender a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. “Espero que esse episódio sirva para acordá-los para o verdadeiro risco que a nossa democracia corre neste exato momento, especialmente caso Lula seja reeleito. Nesse cenário, o único que representa uma chance real de reverter essa situação e defender a liberdade é Flávio Bolsonaro”, concluiu.

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