Política
por Rebeca Santos
Publicado em 17/09/2025, às 06h32
A Câmara dos Deputados aprovou na última terça-feira (16) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que aumenta a blindagem judicial para deputados, conhecida como PEC da Blindagem.
Congressistas favoráveis à PEC afirmam que ela retorna às regras da Constituição de 1988. Na verdade, ela acrescenta novas blindagens, como a votação secreta para prisão.
Eram necessários 308 votos para a aprovação. O placar foi de 353 a 134 no primeiro turno e 344 a 133 no segundo.
Ainda no fim da sessão, os deputados aprovaram na madrugada desta quarta-feira (17) um destaque, sugestão de alteração , que retirou da PEC da Blindagem a previsão de votação secreta para autorizar a abertura de processos contra parlamentares.
“Se algum deputado cometer crime, ele vai para a cadeia, sim. Basta esta Casa decidir que sim. E, obviamente, sabe o que dá a possibilidade do voto secreto? De não ter o STF chantageando os deputados aqui para poder livrar esses deputados. Porque o Brasil que eles estão pintando parece que é deputado corrupto que está indo para a cadeia, né? Fala qual (deputado é corrupto)”, disse Nikolas.
O deputado Kim Kataguiri (União Brasil-SP) foi contra a proposta e alegou que o objetivo do projeto não é o possível abuso do Supremo, mas criar abuso próprio de poder.
“Os senhores realmente acreditam que a maioria esmagadora deste Parlamento, que os 324 votos que nós vimos no painel são de deputados preocupados com abuso do Supremo? “Obviamente que não. Obviamente, tem uma agenda que eu nem posso chamar de agenda oculta, porque ela é escancarada de blindagem de esquema, de corrupção, de desvio de dinheiro público. Porque isso não é reagir a abuso do Supremo Tribunal Federal. Isso é criar um abuso do próprio Parlamento para blindar corrupção”, disse Kim.
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