Política

“Ninguém me lembrou”: Romeu Zema explica celular na cabine após ser flagrado com aparelho durante votação na urna

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Candidato à Presidência, Romeu Zema afirmou que não fotografou nem fez qualquer registro com o aparelho durante o voto em Araxá  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Redes Sociais
Tiago Di Araújo

por Tiago Di Araújo

tiago@bnews.com.br

Publicado em 04/10/2026, às 11h41



O candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) explicou, neste domingo (4), por que entrou na cabine de votação com o celular durante o primeiro turno das eleições. Em entrevista à imprensa após votar em Araxá, Minas Gerais, o ex-governador afirmou que ninguém o alertou sobre a necessidade de deixar o aparelho fora da cabine.

“Ah, então, eu... Eu ando com o celular o dia todo, né? Ele é quase que como se fosse um dedo, né? E ninguém me lembrou ali e eu fui votar normalmente, mas não afetou em nada o meu voto, a minha forma de votar.”

Zema disse ainda que não utilizou o aparelho para registrar a votação. “Não fotografei nada, não fiz nada com o celular ali. Fui só votar mesmo.”

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O candidato afirmou que levou os números dos candidatos anotados em papel e que, caso tivesse sido orientado pelos mesários, teria entregue o celular antes de entrar na cabine. “Não, tinha no papel. Levei no papel. Então, se tivessem me alertado, eu entregava na hora.”

Regra proíbe celular na cabine

Zema foi flagrado com o aparelho durante a votação na Escola Estadual Delfim Moreira, em Araxá. Registros do momento mostram o candidato dentro da cabine com o celular. O episódio repercutiu porque a Justiça Eleitoral proíbe o porte de aparelhos capazes de registrar ou transmitir a escolha do eleitor na cabine.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o celular deve ser desligado e deixado em local indicado pela mesa receptora antes de o eleitor se dirigir à urna. A regra vale mesmo para aparelhos desligados e também abrange câmeras, filmadoras e outros equipamentos que possam comprometer o sigilo do voto.

O objetivo é preservar o caráter secreto da votação e impedir que o voto seja fotografado, filmado ou transmitido. A medida também busca evitar situações em que o eleitor seja obrigado a apresentar uma prova da escolha feita na urna.

Caso um eleitor se recuse a entregar o aparelho, ele não pode ser autorizado a votar naquele momento. A ocorrência deve ser registrada em ata e, se necessário, a força policial pode ser acionada.

Zema cita situação no Paraná

Durante a entrevista, Zema também afirmou que considera haver outros assuntos relacionados às eleições que merecem atenção e citou o caso envolvendo a candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado pelo Paraná.

“Acho que nós temos coisa muito mais importante aí, como essa lá do Paraná que nós estamos vendo, pra tá acompanhando e questionando.”

Antes de encerrar a entrevista, o candidato voltou a afirmar que não realizou registros com o celular durante a votação. “Da minha parte, né, fui até filmado, dá pra ver lá que eu não fiz nada com o celular.”

O TSE reforçou neste domingo que o celular não pode ser levado para dentro da cabine de votação nas Eleições 2026. O aparelho pode ser utilizado antes da votação para identificação, inclusive para apresentação de documentos digitais, mas deve ser deixado com a mesa receptora antes do eleitor entrar na cabine.

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