Política
O candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) explicou, neste domingo (4), por que entrou na cabine de votação com o celular durante o primeiro turno das eleições. Em entrevista à imprensa após votar em Araxá, Minas Gerais, o ex-governador afirmou que ninguém o alertou sobre a necessidade de deixar o aparelho fora da cabine.
“Ah, então, eu... Eu ando com o celular o dia todo, né? Ele é quase que como se fosse um dedo, né? E ninguém me lembrou ali e eu fui votar normalmente, mas não afetou em nada o meu voto, a minha forma de votar.”
Zema disse ainda que não utilizou o aparelho para registrar a votação. “Não fotografei nada, não fiz nada com o celular ali. Fui só votar mesmo.”
O candidato afirmou que levou os números dos candidatos anotados em papel e que, caso tivesse sido orientado pelos mesários, teria entregue o celular antes de entrar na cabine. “Não, tinha no papel. Levei no papel. Então, se tivessem me alertado, eu entregava na hora.”
METEU ESSA!? Zema, flagrado utilizando o celular enquanto votava, disse que ninguém o alertou que não poderia usar o aparelho na cabine de votação. https://t.co/yKSdT6uhxO
— Vai Desmaiar (@vaidesmaiar) October 4, 2026
Zema foi flagrado com o aparelho durante a votação na Escola Estadual Delfim Moreira, em Araxá. Registros do momento mostram o candidato dentro da cabine com o celular. O episódio repercutiu porque a Justiça Eleitoral proíbe o porte de aparelhos capazes de registrar ou transmitir a escolha do eleitor na cabine.
Eita! Romeu Zema foi FLAGRADO usando CELULAR na cabine de votação. #Eleições2026 https://t.co/9vs8PUxiNK
— Vai Desmaiar (@vaidesmaiar) October 4, 2026
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o celular deve ser desligado e deixado em local indicado pela mesa receptora antes de o eleitor se dirigir à urna. A regra vale mesmo para aparelhos desligados e também abrange câmeras, filmadoras e outros equipamentos que possam comprometer o sigilo do voto.
O objetivo é preservar o caráter secreto da votação e impedir que o voto seja fotografado, filmado ou transmitido. A medida também busca evitar situações em que o eleitor seja obrigado a apresentar uma prova da escolha feita na urna.
Caso um eleitor se recuse a entregar o aparelho, ele não pode ser autorizado a votar naquele momento. A ocorrência deve ser registrada em ata e, se necessário, a força policial pode ser acionada.
Durante a entrevista, Zema também afirmou que considera haver outros assuntos relacionados às eleições que merecem atenção e citou o caso envolvendo a candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado pelo Paraná.
“Acho que nós temos coisa muito mais importante aí, como essa lá do Paraná que nós estamos vendo, pra tá acompanhando e questionando.”
Antes de encerrar a entrevista, o candidato voltou a afirmar que não realizou registros com o celular durante a votação. “Da minha parte, né, fui até filmado, dá pra ver lá que eu não fiz nada com o celular.”
O TSE reforçou neste domingo que o celular não pode ser levado para dentro da cabine de votação nas Eleições 2026. O aparelho pode ser utilizado antes da votação para identificação, inclusive para apresentação de documentos digitais, mas deve ser deixado com a mesa receptora antes do eleitor entrar na cabine.
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