Política

No debate, Cíntia Chagas chama a linguagem neutra de 'aberração' e recebe uma invertida inesperada de Manuela d'Ávila

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Manuela defendeu a inclusão da linguagem, enquanto Cíntia justificou que a linguagem não passa de uma "pseudoinclusão"  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Instagram
Rebeca Santos

por Rebeca Santos

Publicado em 22/10/2025, às 06h38



Durante o GloboNews Debate, com a apresentadora Julia Duailibi, na última terça-feira (21), Manuela d'Ávila, jornalista e ex-deputada federal, e Cíntia Chagas, educadora e influenciadora, debateram sobre a linguagem neutra, onde ambas puderam expor sua opinião sobre o tema.

Manuela defendeu a inclusão da linguagem, enquanto Cíntia justificou que a linguagem não passa de uma “pseudoinclusão” e uma “aberração linguística”, que exclui “surdos, dislexos e autistas”.

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"O dialeto não binário deveria ser apenas um dialeto.É uma pseudoinclusão. Exclui surdos, dislexos, autistas... Abarca uma população que não corresponde nem a 1,5% da sociedade, e não me parece justo que façamos modificações na língua portuguesa por causa desse grupo. Estamos falando da língua de Camões. Entendo que essas pessoas tenham necessidade de representatividade linguística, mas não será a língua portuguesa que dará conta disso. (...) Para mim, é uma aberração linguística", afirmou Cíntia.

Manuela rebateu Cíntia através da expressão "juíza de direito" e criticou a visão de que a língua portuguesa é estática ou pertence a Camões. Para ela, o idioma evoluiu com contribuições de diversas pessoas ao longo do tempo.

"Até outro dia, não existia a expressão juíza de direito. Para mim não é só sobre a linguagem neutra. O teu erro, para mim, é achar, primeiro, que a língua é a de Camões. De Camões para cá, diversas pessoas fizeram da língua portuguesa a língua que nós utilizamos hoje. E o 1,5% de pessoas, que são as que mais morrem no nosso país, que têm uma expectativa de vida de 32 anos, na minha opinião, merece ser ouvido", rebateu Manuela.

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