Política
por Matheus Simoni
Publicado em 17/07/2025, às 09h11 - Atualizado às 09h21
A mais nova fase da Operação Overclean tem como alvo a família do deputado Elmar Nascimento (União Brasil) a partir de desvios identificados para beneficiar o município de Campo Formoso. As informações constam na investigação deflagrada pela Polícia Federal, em ação conjunta com a Controladoria-Geral da União (CGU) e a Receita Federal do Brasil (RFB). O BNews teve acesso a detalhes da investigação.
Segundo os agentes, a organização criminosa é suspeita de envolvimento em fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares, corrupção e lavagem de dinheiro. Elmar, no entanto, não foi alvo de buscas.
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Um dos principais alvos é o ex-presidente da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf), Marcelo Moreira. Ele teve um pedido de afastamento do cargo autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mas como saiu do cargo antes da decisão, a medida não será executada.
O BNews apurou que diversos convênios da Codevasf com o município de Campo Formoso, firmados em 2022 e frutos de emendas parlamentares, entraram na mira do PF. Licitações coordenadas pelo então secretário municipal Francisquinho, vereador da cidade e primo do parlamentar, teriam sido fraudadas para beneficiar empresas e garantir os repasses. Ele já havia sido alvo da Overclean anteriormente e ficou marcado por tentar jogar dinheiro pela janela para se livrar dos agentes da PF. O vereador lançou uma sacola com R$ 220.150 pela janela minutos antes de ser preso pela Polícia Federal.
Ainda de acordo com a apuração do BNews, o núcleo investigado é suspeito de atuar na manipulação de licitações e desvios de recursos públicos sob pagamento de propina e há suspeitas anteriores de obstrução da investigação.
O prefeito de Campo Formoso, Elmo Nascimento (União Brasil), irmão de Elmar, também foi alvo de buscas por parte da Polícia Federal. Endereços ligados a ele em Salvador, Campo Formoso e Petrolina-PE foram vasculhados pela PF. Ao todo, o STF determinou o bloqueio de R$ 85,7 milhões em contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas investigadas, com o objetivo de interromper a movimentação de valores de origem ilícita e preservar ativos para eventual reparação aos cofres públicas.
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