Política

Novo ministro de Lula já mandou indiretas a Haddad e Marina Silva

Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
Pedro Lucas, que substitui Juscelino Filho, já demonstra sua postura crítica em relação a outros ministros do governo Lula  |   Bnews - Divulgação Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

Publicado em 11/04/2025, às 06h36   Yuri Pastori



O novo ministro das Comunicações do governo Lula, o deputado federal Pedro Lucas (União-MA), já mandou indiretas para dois ministros: Fernando Haddad e Marina Silva. O ministro foi anunciado na última quinta-feira (10) no lugar de Juscelino Filho, que saiu do governo após ter uma denúncia contra ele aceita pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por participação em um suposto esquema de desvios de emendas parlamentares através da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).

No dia 6 de fevereiro, após assumir a liderança do União Brasil na Câmara, o deputado usou o plenário para falar sobre as medidas econômicas propostas pelo ministro da Fazenda. Ele chamou as medidas de “pacote econômico robusto” e fez uma ressalva: “Não basta querer arrecadar”.

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“No ano passado, o governo bateu todos os recordes de arrecadação. Então, não é só de arrecadação que nós precisamos. Temos que conter a inflação, que é uma sombra para a nossa economia. Precisamos também combater a alta dos alimentos, e o presidente Lula já externou essa preocupação. Ficou uma lacuna aqui, ontem, na reunião, e eu pude externar isso lá. A lacuna está exatamente nas novas fontes de recursos para o Brasil. Uma nova fonte de recursos, presidente Paulo Folletto (deputado que presidia a sessão), virá da exploração da margem equatorial brasileira. Estamos falando de quase 10 bilhões de barris de petróleo naquela localidade”, afirmou.

Pedro Lucas também mandou recados para Marina Silva em relação à exploração de petróleo na Margem Equatorial, que a ministra do Meio Ambiente é contra. O ministro disse, na ocasião, que a exploração “é a saída para o nosso Brasil”. “Esse é o novo pré-sal que temos”, disse. As informações são de Igor Gadelha do portal Metrópoles.

“A exploração da margem equatorial vai gerar 500 mil empregos. Essa exploração vai proporcionar o aumento do PIB do Pará em 14% e o aumento do PIB do Maranhão em 20%. E nós vemos uma guerra de narrativas, com a ministra Marina dizendo que a Petrobras não consegue apresentar todos os instrumentos necessários, e a presidente Magda (Chambriard), da Petrobras, e o ministro (Alexandre) Silveira rebatendo essa afirmação. E o presidente do Congresso Nacional, o senador Davi Alcolumbre, também está envolvido nessa pauta”, discursou.

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