Política

Novo relator do caso Banco Master no STF se reúne com a PF nesta segunda (23) para tratar das investigações

Rosinei Coutinho/SCO/STF
A PF promete entregar relatório sobre o andamento das investigações após reunião com o ministro do STF André Mendonça  |   Bnews - Divulgação Rosinei Coutinho/SCO/STF
Lucas Pacheco

por Lucas Pacheco

lucas.pacheco@bnews.com.br

Publicado em 22/02/2026, às 17h22



O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, novo relator do caso Banco Master, fará uma reunião nesta segunda-feira (23) com delegados da Polícia Federal (PF) para discutir a investigação sobre as fraudes bilionárias envolvendo a instituição financeira e o banqueiro Daniel Vorcaro

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No último dia 13 de feveriero, um dia após assumir o caso, Mendonça se reuniu com integrantes da PF.  No encontro, integrandes da equipe de investigação se comprometeu a entregar ao magistrado um relatório sobre o andamento das apurações.

Embora a 1ª fase da operação Compliance Zero ter ocorrido em novembro de 2025, a Polícia Federal ainda não havia enviado nenhum conteúdo do que foi apreendido para o antigo relator, o ministro Dias Toffoli.

As principais informaões obtidas estão nos celulares de Daniel Vorcaro, fundador do Master, Augusto Lima e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB).

A PF já conseguiu descriptografar o celular de Vorcaro, recuperando parte do conteúdo, já que o banqueiro se recusou a entregar sua senha, alegando que o aparelho tinha muito conteúdo pessoal.

Em relação a Augusto Lima, que é próximo do ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), e do líder do Governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), a PF não divulgou o que teria sido encontrado em seu aparelho telefônico. 

Já o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, entregou seu celular com a senha para a PF. Nele, a corporação encontrou inúmeras mensagens de Daniel Vorcaro, inclusive citando reuniões com integrantes do Banco Central e do alto escalão do governo federal. 

Nada do que foi encontrado nos celulares foi compartilhado com o Supremo, vez que o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, estava interessado em retirar a relatoria das mãos de Dias Toffoli, que estava em constante atrito com a PF. 

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