Política

Nunes Marques reúne representantes de embaixadas para defender urnas eletrônicas e tratar de IA na eleição

Gustavo Moreno / STF
Encontro reunirá cerca de cem representantes de embaixadas no Brasil  |   Bnews - Divulgação Gustavo Moreno / STF
Redação

por Redação

redacao@bnews.com.br

Publicado em 17/08/2026, às 11h46



O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, se reúne nesta segunda-feira (17) com cerca de cem representantes de embaixadas no Brasil para defender urnas eletrônicas e tratar do uso de inteligência artificial na eleição. 

Nunes Marques deverá apresentar o passo a passo da votação por meio da urna eletrônica. Em ocasiões anteriores, o magistrado classificou a urna eletrônica de “patrimônio do povo brasileiro”. Todos os chefes de embaixadas instaladas em Brasília foram convidados para a reunião, que será fechada e está marcada para as 14h.

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“O objetivo é ambientar os representantes estrangeiros quanto às tecnologias e à arquitetura de segurança do processo de votação nacional”, informou o TSE. 

O presidente do TSE deverá ainda detalhar os planos de contingência para enfrentar o uso de deepfakes - mídias geradas por inteligência artificial que substituem rostos ou clonam vozes em vídeos e áudios com alta fidelidade - nas campanhas eleitorais e o disparo em massa de desinformação estruturada, segundo a Justiça Eleitoral.

Participação dos EUA

De acordo com o TSE, a representação diplomática dos Estados Unidos mandará representante. Os EUA estão sem embaixador no Brasil, e a Embaixada está sendo liderada pela diplomata Kimberly Kelli, encarregada de negócios interina. O TSE ainda não informou se é ela que vai ao encontro.

O evento foi agendado após a área internacional do Tribunal ser procurada pela Embaixada dos Estados Unidos para tratar sobre visita de integrantes do governo americano. A audiência não foi marcada devido ao recesso do Judiciário. Dias antes, o Itamaraty negou vistos de dois funcionários do governo americano que viriam ao Brasil com a justificativa oficial de discutir liberdade de expressão no contexto das eleições. A avaliação interna levou em consideração que o pedido de visto ocorreu em paralelo ao questionamento do candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), fez às urnas eletrônicas.

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