Política
A retomada das obras do trecho 1 da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), que liga as cidades Caetité e Ilhéus, está cada vez mais próxima. Com cerca de 75% das obras executadas, a construção está paralisada desde o ano passado, cenário que deve ser alterado em breve.
A Mota-Engil está em fase avançada de negociação com o governo federal para assumir, em um único pacote, três projetos estratégicos na Bahia. Além da Fiol, o grupo português deve assumir o Porto Sul, previsto para Ilhéus, e uma mina de minério de ferro em Caetité.
O tema foi discutido em reunião realizada em 26 de janeiro no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O encontro ocorreu fora da agenda oficial e contou ainda com os ministros Rui Costa (Casa Civil) e Renan Filho (Transportes), além do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), e do vice-presidente do conselho de administração da Mota-Engil, Manuel António da Mota. As informações são da Folha de S. Paulo.
Após a reunião, a empresa formalizou a proposta junto ao Ministério dos Transportes. O negócio está em fase de “due diligence”, etapa em que são analisadas as condições financeiras, jurídicas e operacionais dos ativos. A negociação envolve cláusulas de sigilo.
Estimativas apontam que o pacote pode alcançar R$ 15 bilhões em investimentos. A expectativa é de conclusão nas próximas semanas.
O plano da Mota-Engil é assumir 100% das três concessões, sem a entrada de outros sócios. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é citado como possível financiador, mas não como sócio via BNDESPar.
PLANEJAMENTO
Por trás da empresa portuguesa está a China Communications Construction Company (CCCC), estatal chinesa que detém 32,4% da Mota-Engil e deve apoiar o financiamento da operação.
Se confirmada, a companhia assumirá um corredor ferroviário considerado estratégico para o escoamento de minério e grãos, conectando o agronegócio do Mato Grosso ao litoral baiano em um traçado projetado para superar 2.000 quilômetros de trilhos.
Atualmente, os ativos estão sob controle da Bamin, mineradora ligada ao grupo Eurasian Resources Group (ERG), do Cazaquistão, que interrompeu os investimentos após dificuldades financeiras.
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