Política

Olívia Santana defende mobilização contra o feminicídio: “O que me preocupa não é o grito dos violentos, mas o silêncio dos bons”

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Segundo Olívia Santana, o enfrentamento ao feminicídio exige o envolvimento de toda a sociedade, especialmente dos homens  |   Bnews - Divulgação BNEWS

Publicado em 08/03/2026, às 10h27   Gabriel Bacelar e Rebeca Santos



A deputada estadual Olívia Santana (PCdoB) participou, na manhã deste domingo (8), do ato “Mulheres Vivas, em luta e sem medo”, realizado no Cristo da Barra, em Salvador (BA). 

A equipe do BNews marcou presença no evento, organizado por movimentos sociais e organizações feministas, marcou as mobilizações do Dia Internacional da Mulher e reuniu manifestantes para discutir temas como democracia, soberania, combate ao feminicídio e o fim da escala de trabalho 6x1.

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Olivia Santana destacou que a data é um momento de mobilização e reforço das lutas históricas das mulheres.

“Esse dia é um dia de luta. Foi criado como um dia de luta, de mobilização mundial das mulheres. E nós aqui na Bahia elegemos o tema do feminicídio zero como carro-chefe das nossas mobilizações, tanto a marcha do 8M quanto a corrida que começou às 7 da manhã. O governador já estava com a gente para chamar a atenção da sociedade”, afirmou.

Segundo Olívia Santana, o enfrentamento ao feminicídio exige o envolvimento de toda a sociedade, especialmente dos homens. 

“Se os feminicídios são causados por homens, é preciso que os homens sejam os primeiros a se levantar. Aqueles que não concordam com isso precisam falar. Como disse Martin Luther King, o que me preocupa não é o grito dos violentos, mas o silêncio dos bons”, completou.

A deputada também ressaltou a importância de as mulheres denunciarem situações de violência e de os homens adotarem uma postura ativa contra o machismo.

“Os homens precisam desenvolver uma atitude anti-machista. Ser homem não significa ser machista, ser heterossexual não significa ser violento. É preciso entender a importância desse movimento para a vida das mulheres”, disse.

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