Política
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro não estava em Brasília na manhã deste sábado (22), quando o ex-presidente Jair Bolsonaro foi preso preventivamente por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Michelle viajou a Fortaleza, no Ceará, para participar de um encontro regional do PL Mulher, movimento feminino do partido do qual é presidente nacional. Após a prisão, ela anunciou que a agenda será conduzida pela vice-presidente da organização, a deputada federal Rosana Valle (PL-SP).
Em resposta à detenção do marido, Michelle publicou mensagens em seu perfil no Instagram, nas quais reforçou sua fé e confiança em Deus. “Nós não vamos desistir da nossa nação”, escreveu a ex-primeira-dama, lembrando ainda do atentado sofrido por Bolsonaro em 2018, durante a campanha presidencial. A publicação inclui citações bíblicas e agradecimentos pelas orações de apoiadores.

Logo após o anúncio da prisão, Michelle compartilhou um versículo completo do Salmo 121, destacando proteção, vigilância divina e amparo em momentos de dificuldade, reforçando o tom religioso de seu desabafo.

A prisão de Bolsonaro ocorreu após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente, convocar apoiadores para uma vigília em frente ao condomínio do ex-presidente, considerando a proximidade do prazo para o cumprimento de sua condenação relacionada à tentativa de golpe de 2022. A decisão de Moraes gerou manifestações de aliados, que qualificaram a detenção como perseguição política.
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou no X que Bolsonaro “nunca roubou ninguém, diminuiu impostos para todos os brasileiros e aumentou a arrecadação” e chamou a prisão de “a maior perseguição política da história do Brasil”. A deputada federal Caroline de Toni (PL-SC) disse que o ex-presidente foi submetido a um processo “absolutamente nulo”.
Outros bolsonaristas também criticaram a justificativa para o mandado de prisão. O deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS) questionou se Bolsonaro teria sido preso apenas pela convocação de um momento de oração, e Carlos Jordy (RJ) perguntou qual seria a ameaça à ordem pública de um ato religioso em favor de um idoso com saúde debilitada. O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) afirmou que a transferência de Bolsonaro à PF “mostra claramente que o arbítrio e a perseguição não têm fim”.
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