Política

OpenAI aciona PF e TSE após detectar supostas ameaças de morte a Lula no ChatGPT

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OpenAI reporta à PF e TSE ameaças à integridade do presidente Lula, após identificar mensagens preocupantes em sua plataforma.  |   Bnews - Divulgação Reprodução
Samuel de Jesus

por Samuel de Jesus

Publicado em 16/10/2026, às 06h35



A OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT, acionou a Polícia Federal (PF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após identificar conversas com possíveis ameaças contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, segundo informações divulgadas pela Folha de S.Paulo.

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De acordo com a reportagem, foram indetificados dois usuários que apresentaram mensagens com possíveis ameaças à integridade física do presidente. A empresa considerou que os diálogos poderiam representar risco de morte a Lula e encaminhou para as autoridades.

Em comunicado, a OpenAI afirmou que comunica os órgãos competentes quando identifica conversas que possam indicar risco iminente à integridade de outras pessoas. A notificação ao TSE, segundo a companhia, ocorreu em conformidade com seu plano de atuação para o período eleitoral.

Conversas levantaram suspeitas

Segundo a Folha de S.Paulo, documentos obtidos na investigação apontam que um dos usuários relatou ter visto Lula em um palanque de campanha, a aproximadamente 400 metros de sua residência. Durante as conversas com o ChatGPT, ele questionou o que poderia ocorrer em um eventual assassinato do presidente.

As mensagens continha manifestações violentas, referências a possíveis ataques e imagens que, segundo os relatos, poderiam estar relacionadas ao planejamento de um ataque. Em determinados momentos, o usuário afirmou que não pretendia agir, mas voltou a mencionar situações de violência.

As mensagens ainda incluíam referências a possíveis agressões contra pessoas próximas, além de menções a ataques contra unidades de saúde.

Polícia Federal analisa o caso

Toda a documentação encaminhada pela OpenAI chegou à Polícia Federal, que enviou o material ao Ministério da Justiça para avaliar a abertura de investigações. A PF informou que não comenta eventuais procedimentos relacionados a ameaças à segurança de autoridades, a fim de preservar a eficácia das medidas de prevenção e apuração.

 O caso acontece quando a segurança de candidatos e o uso de ferramentas de inteligência artificial estão entre os temas acompanhados pelas autoridades.

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