Política
por Samuel de Jesus
Publicado em 16/10/2026, às 06h35
A OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT, acionou a Polícia Federal (PF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após identificar conversas com possíveis ameaças contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, segundo informações divulgadas pela Folha de S.Paulo.
AMEAÇAS CONTRA LULA A OpenAI, desenvolvedora do ChatGPT, emitiu um alerta oficial à Polícia Federal e ao TSE após identificar interações com ameaças explícitas de morte contra o presidente Lula (PT). #JornalDaCultura #TVCultura #SomosCultura https://t.co/CcQvjja4rw
— Jornalismo TV Cultura (@jornal_cultura) October 16, 2026
De acordo com a reportagem, foram indetificados dois usuários que apresentaram mensagens com possíveis ameaças à integridade física do presidente. A empresa considerou que os diálogos poderiam representar risco de morte a Lula e encaminhou para as autoridades.
Em comunicado, a OpenAI afirmou que comunica os órgãos competentes quando identifica conversas que possam indicar risco iminente à integridade de outras pessoas. A notificação ao TSE, segundo a companhia, ocorreu em conformidade com seu plano de atuação para o período eleitoral.
Segundo a Folha de S.Paulo, documentos obtidos na investigação apontam que um dos usuários relatou ter visto Lula em um palanque de campanha, a aproximadamente 400 metros de sua residência. Durante as conversas com o ChatGPT, ele questionou o que poderia ocorrer em um eventual assassinato do presidente.
As mensagens continha manifestações violentas, referências a possíveis ataques e imagens que, segundo os relatos, poderiam estar relacionadas ao planejamento de um ataque. Em determinados momentos, o usuário afirmou que não pretendia agir, mas voltou a mencionar situações de violência.
As mensagens ainda incluíam referências a possíveis agressões contra pessoas próximas, além de menções a ataques contra unidades de saúde.
Toda a documentação encaminhada pela OpenAI chegou à Polícia Federal, que enviou o material ao Ministério da Justiça para avaliar a abertura de investigações. A PF informou que não comenta eventuais procedimentos relacionados a ameaças à segurança de autoridades, a fim de preservar a eficácia das medidas de prevenção e apuração.
O caso acontece quando a segurança de candidatos e o uso de ferramentas de inteligência artificial estão entre os temas acompanhados pelas autoridades.
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