Política

Operação Compliance Zero: PF investiga se família de Jaques Wagner recebeu imóvel de luxo do Banco Master

Jonas Pereira/Agência Senado
PF cumpre 18 mandados de busca e apreensão relacionados a crimes de corrupção e lavagem de dinheiro  |   Bnews - Divulgação Jonas Pereira/Agência Senado
Yuri Pastori

por Yuri Pastori

yuri.pastori@bnews.com.br

Publicado em 18/06/2026, às 09h35 - Atualizado às 09h52



A nova fase da Operação Compliance Zero da Polícia Federal (PF) que tem como alvo o senador Jaques Wagner (PT) teria sido motivada por suspeitas de que a família do líder do governo Lula no Senado pode ter recebido um imóvel de luxo em Salvador no esquema do Banco Master.

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Conforme noticiou a CNN Brasil, a investigação apura se o imóvel no valor de R$ 2,5 milhões seria uma espécie de propina do empresário Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master. A família de Wagner também é alvo de mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira (18) autorizados pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com reportagem do Estadão, a PF encontrou diálogos e outros elementos que indicaram a existência da transação, que seria uma contrapartida por ações do senador a favor dos interesses do Master e de Augusto Lima.

O prédio é o Poème Horto, no bairro Horto Florestal, próximo ao tradicional bairro do Rio Vermelho e composto por condomínios e prédios de alto padrão. O imóvel ainda está em construção e tem unidades vendidas por valores a partir de R$ 1,7 milhão.

O empreendimento tem dois apartamentos por andar, piscina, academia, quadra poliesportiva, espaço de massagens, SPA aquecido e até espaços exclusivos para animais de estimação.  Segundo a PF, o apartamento destinado a Wagner seria no 17º andar.De acordo com as plantas do prédio, a unidade possui cerca de 200m², com direito a quatro suítes.

Augusto Lima é ex-sócio de Vorcaro e foi o responsável por implementar no governo da Bahia, quando Wagner era governador (2007-2014), um sistema de crédito consignado para servidores públicos, o Credcesta, que posteriormente foi levado para o Banco Master. 

O petista ainda não se pronunciou sobre o assunto. A defesa do ex-sócio do Master disse ao Estadão que as diligências são desnecessárias já que "Augusto Lima está há seis meses à disposição das autoridades para esclarecer os fatos em apuração.”

“Augusto Lima sempre atuou dentro dos limites da lei, com transparência, responsabilidade técnica e observância das normas que regem o sistema financeiro e a administração pública”, informou ao Estadão a defesa de Lima, conduzida pelos advogados Pedro Ivo Velloso, Eduardo Toledo e Sebástian Mello.

A PF cumpre 18 mandados, expedidos pelo STF nos estados da Bahia, São Paulo e no Distrito Federal. Também estão sendo cumpridas medidas cautelares diversas da prisão, como proibição de contato entre os investigados e suspensão de passaporte. São investigados os crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

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