Política

Operação El Patrón: Binho Galinha é denunciado pelo MP-BA por lavagem de dinheiro

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Ministério Público da Bahia denuncia deputado e oficial da PM por lavagem de dinheiro e organização criminosa em Feira de Santana.  |   Bnews - Divulgação Divulgação/ALBA
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 25/02/2025, às 13h55 - Atualizado às 13h58



O Ministério Público da Bahia (MP-BA), através do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), denunciou na última segunda-feira (24) o deputado Binho Galinha e o tenente-coronel da Polícia Militar José Hildon Brandão por envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro.

O parlamentar é apontado como líder de uma organização criminosa que atua na região de Feira de Santana. A denúncia é mais um desdobramento da Operação El Patrón, deflagrada em dezembro de 2023. A ação investiga crimes de lavagem de dinheiro, extorsão e exploração do jogo do bicho em Feira de Santana e cidades circunvizinhas.

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Na denúncia, o MP-BA solicita que a Justiça determine a manutenção do afastamento cautelar do tenente-coronel de suas funções na Polícia Militar; e requer a indisponibilidade de bens dos acusados, visando garantir a futura reparação pelos danos causados. De acordo com os promotores de Justiça do Gaeco, os denunciados teriam ocultado a origem ilícita de um lote localizado no bairro Papagaio, em Feira de Santana. O imóvel seria um dos bens adquiridos com recursos advindos das atividades criminosas lideradas pelo deputado estadual. 

“Ainda assim, o tenente-coronel se prontificou a realizar a transação e a supostamente efetuar o pagamento, elegendo como meio de quitação justamente o pagamento em espécie, isto é, fora do sistema bancário, via mecanismo que sabidamente impede a comprovação e a verificação do valor verdadeiramente pago, bem como o rastreio da destinação dada aos recursos”, destacaram os promotores de Justiça. 

Além da negociação do terreno, o Gaeco apontou outros indícios envolvendo o oficial da PM, como a aquisição de um veículo, em janeiro de 2023, onde parte do pagamento também foi feita em dinheiro vivo. Os promotores de Justiça ressaltaram que o tenente-coronel não conseguiu justificar a origem dos recursos utilizados nas transações.

O deputado estadual é apontado como líder de uma organização criminosa há mais de uma década, envolvida em crimes como agiotagem, receptação qualificada e jogo do bicho. Já o tenente-coronel teria facilitado o processo de ocultação do patrimônio ilícito.

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