Política

Operação Overclean: Vice-prefeito de Lauro de Freitas usava fundo municipal de saúde para fraude com grupo investigado

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Vidigal Cafezeiro, vice-prefeito de Lauro de Freitas, foi preso na manhã desta segunda-feira (23), na Operação Overclean  |   Bnews - Divulgação Reprodução l Redes Socias
Tiago Di Araújo

por Tiago Di Araújo

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Publicado em 23/12/2024, às 10h39



Vidigal Cafezeiro (Republicanos), vice-prefeito da cidade de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), foi um dos presos na segunda fase da Operação Overclean, deflagrada pela Polícia Federal, na manhã desta segunda-feira (23). Além dele, foram presos também um agente da PF, um secretário da prefeitura de Vitória da Conquista e um empresário apontado como operador do esquema.

De acordo com as investigações contra o esquema suspeito de desvio de dinheiro de emendas parlamentares, Cafezeiro é acusado receber pagamentos mensais e teria tido dívidas pessoais pagas pelo grupo investigado. Um dos débitos seria referente ao aluguel de um carro com faturas em aberto.

“Vidigal solicita a Alex que acerte o pagamento do aluguel do veículo HB20, cuja soma das duas faturas em aberto equivale a R$ 2.185,42, apesar da dívida ter sido supostamente contraída por Vidigal, sem justificativa aparente a não ser pelo fato de Alex ter contrato com a Prefeitura de Lauro de Freitas”, diz a PF no relatório.

Além disso, o vice-prefeito teria utilizado o Fundo Municipal de Saúde de Lauro de Freitas, no qual é responsável, para pagamentos ao grupo criminoso por meio da empresa Pap Saúde Ambiental. Para PF, ele ainda teria recebido “propina por outros meios não identificados”. “Mas observamos a obtenção de vantagem com pagamentos por dívida contraída em nome próprio”, afirma a corporação.

Além dele, também foram detidos Lucas Dias, secretário de mobilidade e ex-chefe de gabinete de Vitória da Conquista, o empresário Carlos André, que seria operador do grupo e é ex-prefeito de Santa Cruz da Vitória (BA), e o policial federal Rogério Magno Almeida Medeiros, que recebia mesada do grupo investigado.

Na ação, agentes da PF realiza também sequestro de bens, nas cidades de Brasília, no Distrito Federal, Salvador, Lauro de Freitas e Vitória da Conquista, na Bahia, que soma aproximadamente R$ 4,7 milhões, quantia que teria sido obtida pelo grupo por meio dos crimes investigados, além de diversos veículos de luxo.

Ao todo, desde o início da operação, mais de 20 pessoas já foram presas, em diferentes regiões do país, tendo como um dos principais alvos, o empresário José Marcos Moura, conhecido como 'Rei do Lixo'. A organização criminosa é suspeita de movimentar aproximadamente R$ 1,4 bilhão, provenientes de contratos fraudulentos e obras superfaturadas.

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