Política

Polícia prende cinco PMs que participaram de megaoperação com 121 mortos no Rio

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Cinco policiais militares do Batalhão de Choque foram detidos durante investigação sobre crimes na megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Instagram @vozdascomunidades
Bruna Rocha

por Bruna Rocha

Publicado em 28/11/2025, às 12h50 - Atualizado às 12h52



A Corregedoria da Polícia Militar prendeu cinco policiais do Batalhão de Choque suspeitos de cometer crimes durante a megaoperação realizada nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, contra o Comando Vermelho.

Além das prisões, equipes cumprem 10 mandados de busca e apreensão. Ao todo, dez policiais do Batalhão de Choque são alvos da investigação.

Segundo a Polícia Militar, a operação decorre da análise das imagens das câmeras corporais utilizadas durante a ação, que deixou 121 mortos. As investigações estão sob responsabilidade da 1ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM).

“O comando da corporação reitera que não compactua com possíveis desvios de conduta ou cometimento de crimes praticados por seus integrantes, punindo com rigor os envolvidos quando constatados os fatos”, informou a PM em nota.

A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Alerj (CDDHC), presidida pela deputada Dani Monteiro, acompanha o caso. Em nota, a Comissão afirmou que um dos crimes investigados seria o furto de um fuzil para revenda a traficantes.

“Os indícios revelados pelas câmeras corporais, incluindo o furto de um fuzil possivelmente destinado à revenda para criminosos, segundo as investigações, apenas confirmam o que a CDDHC alertava desde aquela manhã sangrenta: além do número inaceitável de mortes, a operação foi marcada por graves violações e por práticas incompatíveis com qualquer política de segurança pública responsável”, diz o comunicado.

A Comissão também destacou que mais da metade das câmeras corporais das equipes envolvidas não estava funcionando no dia da operação, o que, segundo o órgão, cria “lacunas graves de transparência” e dificulta o controle externo da atividade policial.

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