Política

Operação que prendeu Daniel Vorcaro alcança ex-diretor e um ex-servidor do Banco Central

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A nova fase da Operação Compliance Zero mira figuras do sistema financeiro, incluindo ex-diretores do Banco Central e banqueiros  |   Bnews - Divulgação Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 04/03/2026, às 08h22 - Atualizado às 08h22



A nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada na manhã desta quarta-feira (4), ampliou o foco das investigações e passou a atingir nomes ligados ao sistema financeiro nacional. Entre os alvos estão o ex-diretor de Fiscalização do Banco Central do Brasil, Paulo Sérgio Neves de Souza, e o ex-servidor Belline Santana, que tiveram mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Federal.

A ofensiva foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que assumiu recentemente a relatoria do caso. Também é alvo desta etapa o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

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Vorcaro já havia sido preso na primeira fase da operação, em novembro do ano passado, quando ficou detido por 11 dias. À época, ao deixar a prisão, passou a cumprir medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica. Agora, segundo apuração divulgada pela CNN, a nova ordem de prisão preventiva teria sido motivada por suspeitas de que o empresário tentou interferir no andamento das investigações, promovendo uma ofensiva contra pessoas e testemunhas ligadas ao caso.

Ampliação das suspeitas
De acordo com a Polícia Federal, esta fase da Compliance Zero busca aprofundar a apuração de possíveis crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, atribuídos a uma organização criminosa com ramificações no setor financeiro. As investigações contam com apoio técnico do Banco Central.

Ao todo, estão sendo cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo e Minas Gerais. Além das medidas pessoais, o STF autorizou o afastamento de funções públicas e o sequestro e bloqueio de bens que podem chegar a R$ 22 bilhões.

Segundo os investigadores, o bloqueio tem como objetivo interromper a movimentação de ativos supostamente vinculados ao grupo sob investigação e preservar valores que possam ter relação com as práticas ilícitas apuradas.

A defesa dos citados ainda não havia se manifestado até a última atualização desta reportagem.

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