Política

Operação Sisamnes: Mensagens revelam bastidores de vazamento de informações sigilosas do STJ para prefeito

Edu Fortes/Secom Palmas
De acordo com as investigações, o prefeito montou um sistema de espionagem para receber antecipadamente detalhes sobre decisões judiciais  |   Bnews - Divulgação Edu Fortes/Secom Palmas

Publicado em 30/06/2025, às 07h24 - Atualizado às 07h25   Rebeca Santos



O prefeito de Palmas (TO), José Eduardo Siqueira Campos (Podemos), foi preso na última sexta-feira (27) após a descoberta de um esquema que vazava informações confidenciais do Superior Tribunal de Justiça (STJ). 

De acordo com as investigações, o político montou um sistema de espionagem para receber antecipadamente detalhes sobre decisões judiciais, pareceres da Procuradoria-Geral da República (PGR) e até operações da Polícia Federal (PF).  

O Fantástico conseguiu ter acesso às mensagens trocadas entre os envolvidos, que eram curtas e, em alguns casos, codificadas. Em uma delas, dizia: "Oi, chefe. STJ andou tudo". Segundo a PF, o termo "chefe" se referia ao próprio prefeito.  

 Reprodução/TV Globo
Reprodução/TV Globo

A Operação Sisamnes também prendeu o advogado Antônio Ianowich Filho e o policial civil Marco Augusto Velasco Albernaz. 

De acordo com as investigações, o policial acessava sistemas internos para rastrear alvos de operações e repassava informações sigilosas antes mesmo de as ações serem deflagradas.

Em uma das conversas, o prefeito pergunta:

  • "Você acha que vai ser amanhã de manhã?"
  • A resposta: "São 16 homens. Quatro equipes da PF. Chegaram por terra".

Apesar de, em entrevista recente, o prefeito ter negado qualquer acesso a informações privilegiadas, a PF aponta que os dados eram repassados de forma contínua e com detalhamento.

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