Política

Oposição anuncia novo pedido de impeachment de Alexandre de Moraes e mira CPMI do Master

Marcelo Camargo/Agência Brasil
Oposição faz novo pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes  |   Bnews - Divulgação Marcelo Camargo/Agência Brasil
Bruna Rocha

por Bruna Rocha

Publicado em 30/12/2025, às 08h57



O novo líder da oposição na Câmara dos Deputados, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), anunciou que o grupo pretende apresentar, até fevereiro de 2026, um novo pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Até que o requerimento seja protocolado, o líder destacou que a estratégia será buscar o “maior número da história” de assinaturas de parlamentares que compartilhem do mesmo entendimento.

“A nossa meta como liderança da oposição é ultrapassar o maior número já existente na história da República Federativa do Brasil, que é mais de 150 deputados federais e mais de 40 senadores da República”, afirmou em entrevista a jornalistas na Câmara.

Cabo Gilberto assumiu a liderança da oposição na última semana antes do recesso parlamentar de fim de ano.

A solicitação de impeachment tem como alvo o suposto envolvimento e a atuação de Moraes em favor do Banco Master, com base em reportagem do jornal O Globo que revelou contatos entre o ministro e Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central. Apesar da publicação, Alexandre de Moraes nega qualquer participação no caso.

Segundo o parlamentar, o pedido de impeachment já conta com 114 assinaturas, e a expectativa é ultrapassar 200 apoios. Cabo Gilberto afirma ainda que a iniciativa busca dar “robustez política” ao requerimento. Para que seja oficialmente protocolado, não há exigência de número mínimo de assinaturas.

No documento, os parlamentares citam um contrato milionário entre o escritório de advocacia da esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes, e o Banco Master. Entre os argumentos apresentados, a conduta atribuída a Moraes é classificada como “incompatível com a dignidade, a honra e o decoro exigidos do cargo”, além de indicar “possível interferência indevida” e “conflito de interesses”.

O pedido também sugere o “favorecimento indireto de interesses econômicos vinculados ao seu núcleo familiar”. Paralelamente, os parlamentares se mobilizam pela criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o Banco Master.

Para que o requerimento da CPMI seja apresentado, são necessárias as assinaturas de 171 deputados e 27 senadores. Diante da exigência, Cabo Gilberto afirmou que falta apenas a assinatura de um deputado e de sete senadores.

“A CPMI é uma outra estratégia. Atingidas as 171 assinaturas dos deputados e 27 senadores, o pedido segue para apresentação. O processo de impeachment é uma questão política, então quanto mais assinaturas, melhor”, declarou.

Durante a coletiva de imprensa, os parlamentares também cobraram os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para que avancem com os pedidos da oposição relacionados ao STF, tanto os processos de afastamento de ministros quanto a instalação de comissões de inquérito.

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