Política

Oposição critica ato em memória aos dois anos dos ataques de 8 de Janeiro de 2023

Joédson Alves/Agência Brasil
STF já condenou 371 pessoas envolvidas nos ataques de 8 de Janeiro de 2023  |   Bnews - Divulgação Joédson Alves/Agência Brasil

Publicado em 08/01/2025, às 11h25 - Atualizado às 11h27   Yuri Pastori



A oposição ao governo Lula fez críticas e classifica de "palanque político" o ato promovido, nesta quarta-feira (8), pelo Palácio do Planalto em memória aos dois anos dos ataques de 8 de janeiro de 2023. As informações são do portal Metrópoles.

Nesta data, manifestantes antidemocráticos invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília. O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, voltou a usar o termo “democracia relativa”. Ele lembrou que quando “centrais sindicais vandalizaram” prédios públicos, as ações foram minimizadas.

“Quando sindicalistas e movimentos alinhados ao PT incendiaram ministérios, vandalizaram prédios públicos, feriram pessoas na Praça dos Três Poderes e provocaram até uma morte, essas ações foram minimizadas. Nenhum desses atos foi tratado como uma ameaça à democracia. Atualmente, quem discorda do governo ou questiona os abusos do Judiciário enfrenta prisão, perseguição e silenciamento, com a aplicação da lei de forma seletiva”, escreveu na rede social.

Na mesma linha que o colega foi o líder da oposição na Câmara, deputado Carlos Jordy (PL-RJ), que compartilhou um vídeo em que cita os atos de 2013, quando houve protestos de centrais sindicais em Brasília. “A Justiça, com ‘J’ maiúsculo, não deveria ter lado”, declarou no X.

O senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil do governo Bolsonaro, declarou:

“Nada mais importante do que a democracia. Democracia forte é abalada com dólar a mais de R$ 6,20, gasolina a R$ 6,50, picanha cada vez mais longe do prato dos brasileiros, rombo fiscal que destrói o valor das empresas e destrói empregos, juros nas alturas. Por tudo isso, o governo fazer um palanque em palácio no 8 de janeiro não ajuda nada e só atrapalha”, disse.

O ato organizado pelo governo Lula conta com a apresentação da restauração de 21 obras de arte que haviam sido depredadas. Dentre essas obras está o relógio trazido ao Brasil por Dom João VI em 1808, que virou símbolo do ato antidemocrático, e foi consertado na Suíça, sem custo para o Brasil. Durante a cerimônia, será apresentada ainda a obra "As Mulatas", de Di Cavalcanti.  Um abraço simbólico também foi planejado para a Praça dos Três Poderes.

Clique aqui e inscreva-se no canal do BNews no YouTube!

Assista ao programa Radar Bnews da última terça-feira (7):

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp Google News Bnews


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)