Política

Oposição quer audiência com jornalista que fez denúncias contra Moraes

Geraldo Magela | Agência Senado
Ministro do STF é acusado de não seguir rito em inquéritos que miram aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro  |   Bnews - Divulgação Geraldo Magela | Agência Senado
Cadastrado por Daniel Serrano

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daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 19/08/2024, às 08h41 - Atualizado às 08h54



A oposição na Câmara dos Deputados está se movimentando para convidar o jornalista Glenn Greenwald para uma audiência para prestar esclarecimentos sobre a reportagem publicada na Folha de São Paulo que diz que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, agiu fora do rito em investigações contra aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. A informação é da coluna de Paulo Cappelli, no site Metrópoles.

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De acordo com a publicação, a audiência foi um pedido protocolado pelo deputado Sanderson (PL-RS) enviado à Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado.

Na semana passada, Greenwald e Fabio Serapião publicaram uma matéria a partir do vazamento de mensagens trocadas feitas por assessores de Moraes entre agosto de 2022 e maio de 2023. Nelas, há indícios de que o ministro solicitou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de maneira informal, que fossem elaborados relatórios sobre os investigados nos inquéritos das milícias digitais e das fake News. Os dois casos tramitam no STF e tem o próprio magistrado como relator.

No requerimento, Sanderson pede que Greenwald seja convidado “para prestar esclarecimentos nesta Comissão sobre denúncia veiculada na imprensa de supostos abusos de autoridade perpetrados pelo Sr. Alexandre de Moraes”.

Além disso, o parlamentar diz que o pedido foi feito pela “relevância da matéria, bem como a pertinência temática das denúncias, que dizem respeito a matéria criminal e afeta a segurança pública, por envolver supostos cometimentos de crimes de abuso de autoridade”.

Em nota, o gabinete de Moraes nega qualquer irregularidade. “Todos os procedimentos foram oficiais, regulares e estão devidamente documentados nos inquéritos e investigações em curso no STF, com integral participação da Procuradoria-Geral da República”, diz a nota.

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