Política

Otto Alencar se pronuncia sobre prisão de Carla Zambelli

Paulo M Azevedo / BNews
O senador Otto Alencar (PSD) conversou com a imprensa na noite desta terça-feira (29)  |   Bnews - Divulgação Paulo M Azevedo / BNews
Heber Araújo e Davi Lemos

por Heber Araújo e Davi Lemos

Publicado em 29/07/2025, às 19h42



O senador Otto Alencar (PSD) disse não acreditar que a prisão da deputado federal Carla Zambelli (PL/SP), na Itália, acirre os ânimos entre bolsonaristas. "Eu acho que não porque de sã consciência nenhum brasileiro vai achar [normal], por questão política, [que] uma deputada federal pegue uma arma e corra atrás de outro patrício dela, que foi o caso de São Paulo, para atirar no rapaz indefeso. É absurdo isso. Não tem que ter punição para isso? Tem que ter punição. Tem que responder de acordo com a lei", comentou Otto, nesta terça-feira (29).

O senador baiano, entretanto, citou caso diverso do que provocou o pedido de prisão de Zambelli pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ela tinha fugido para a Itália depois de ter sido condenada pelo Supremo a 10 anos de prisão no caso da invasão hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Otto continuou: "Então ela vai pagar pelos erros dela e pela tentativa de homicídio que ela fez com aquele senhor lá em São Paulo, de forma completamente errada, equivocada. Ela descompensou, perdeu a conversação. O poder não pode passar da mão. Se passar da mão, subir para a cabeça, ela deixa o cara fora do comum, ele perde o juízo, pode fazer uma coisa errada. A mão, eu digo, porque é a caneta, que você assina alguma coisa só de interesse do povo que você representa, do seu representado. Ela não fez isso, estimulou muito essa violência no Brasil, esse bolsonarismo".

O senador criticou também a história de Jair Bolsonaro e disse que o exemplo de Zambelli é similar ao do ex-presidente. "Você vê a história do Bolsonaro. Lá atrás ele disse que o golpe militar tinha que matar mais 30 mil. Que eles sonegava impostos. Imitou um paciente com falta de ar na Covid. Várias agressões. Ele é um espírito ditatorial. Não cabe mais no Brasil isso. Já passou esse tempo", disse Otto.

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