Política

Otto reforça apoio a Lula na Bahia, mesmo com candidatura de Ratinho Jr. à presidência

Agência Senado / Secom
Bnews - Divulgação Agência Senado / Secom
Anderson Ramos

por Anderson Ramos

Publicado em 17/01/2026, às 18h55



Empenhado em viabilizar seu nome para disputar o Palácio do Planalto este ano, o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), deve encontrar dificuldades para ter o apoio de lideranças do seu próprio partido em alguns estados.

Nesses locais, os diretórios já estão comprometidos com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pretende concorrer à reeleição, ou outros candidatos. A pretensão de Ratinho esbarra em alianças locais, especialmente em redutos considerados estratégicos para o partido no Sudeste, Nordeste e Norte do país.

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Na Bahia, o PSD estará junto a Lula, onde a sigla permanecerá na base do governador Jerônimo Rodrigues (PT), depois de ter sido liberada pelo presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, para manter o arranjo estadual.

A aliança será mantida mesmo em meio às articulações para a formação de uma chapa puro-sangue para o Senado, composta pelo senador Jaques Wagner e o ministro da Casa Civil, Rui Costa. O acordo deixa de fora o senador Ângelo Coronel (PSD), que tem pretensão de buscar a recondução ao cargo, mas tende a não provocar mudanças na aliança entre os dois partidos.

O presidente estadual do PSD, senador Otto Alencar, disse ao jornal O Globo, por meio de sua assessoria, que “sempre apoiou Lula na Bahia e que não teria porque desfazer essa aliança e apoiar outro candidato, mesmo sendo um nome do próprio partido”.

SINALIZAÇÃO

A primeira sinalização mais clara sobre a candidatura nacional feita por Ratinho ocorreu na última quarta-feira (15). Na saída de um evento no Palácio Iguaçu, o governador afirmou que “aceitaria o desafio” se for o escolhido para “liderar um novo projeto para o Brasil”.

Na prática, o movimento marca o interesse da sigla em lançar um nome na disputa, que ganhou força após o anúncio do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como pré-candidato. O presidente da sigla, Gilberto Kassab, é secretário na gestão estadual de Tarcísio de Freitas (Republicanos), que também trabalha para se viabilizar na corrida nacional.

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